{"id":2493,"date":"2026-10-23T07:21:57","date_gmt":"2026-10-23T07:21:57","guid":{"rendered":"https:\/\/revistafeiraeventos.com.br\/?p=2493"},"modified":"2026-10-23T07:21:57","modified_gmt":"2026-10-23T07:21:57","slug":"nao-vai-ter-paz-integrantes-da-torcida-organizada-do-bahia-discutiram-ameacas-para-impedir-denuncias-de-tortura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistafeiraeventos.com.br\/?p=2493","title":{"rendered":"&#8216;N\u00e3o vai ter paz&#8217;: integrantes da Torcida Organizada do Bahia discutiram amea\u00e7as para impedir den\u00fancias de tortura"},"content":{"rendered":"<p>     Presidente da Bamor convoca integrantes e diretores para tortura de v\u00edtima<br \/>\nIntegrantes da Bamor, maior torcida organizada do Bahia, discutiram formas de intimidar duas v\u00edtimas de tortura para impedir que elas denunciassem as agress\u00f5es \u00e0 pol\u00edcia e \u00e0 imprensa. As conversas foram identificadas em um relat\u00f3rio do Minist\u00e9rio P\u00fablico da Bahia (MP-BA), obtido pelo g1 e pela TV Bahia, e incluem amea\u00e7as de novos epis\u00f3dios de viol\u00eancia.<br \/>\nEm uma das mensagens, o presidente da torcida, Matheus Pires Castro, sugeriu que os integrantes fossem at\u00e9 a casa de uma das v\u00edtimas para intimid\u00e1-la.<br \/>\n\u201cA gente tem que ir \u00e9 na porta dele, irm\u00e3o. Pegar ele de novo. [\u2026] Pra ele ver que n\u00e3o vai ter paz, irm\u00e3o. Entendeu?\u201d.<br \/>\n\ud83d\udcf2 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia<br \/>\nOs di\u00e1logos foram registrados no dia 20 de julho, dois dias ap\u00f3s o segundo epis\u00f3dio de tortura investigado pelo MP-BA. Na ocasi\u00e3o, os suspeitos descobriram que uma das v\u00edtimas estava compartilhando mensagens sobre as agress\u00f5es sofridas.<br \/>\nSegundo o relat\u00f3rio, os integrantes passaram a discutir maneiras de impedir que o caso ganhasse repercuss\u00e3o e que as v\u00edtimas levassem as den\u00fancias adiante.<br \/>\nO di\u00e1logo foi encontrado em um celular apreendido durante a Opera\u00e7\u00e3o Inquisi\u00e7\u00e3o, realizada em 28 de setembro, que resultou na pris\u00e3o de 10 pessoas, entre elas o presidente da torcida, Matheus Pires Castro, e o vice-presidente, Luciano da Silva Ven\u00e2ncio.<br \/>\nSegundo as investiga\u00e7\u00f5es, dois homens foram submetidos a sess\u00f5es de tortura f\u00edsica e psicol\u00f3gica na sede da Bamor, no bairro de Nazar\u00e9, nos dias 17 e 18 de julho deste ano. Em 2 de outubro, o MP-BA denunciou os 10 por crimes como organiza\u00e7\u00e3o criminosa, tortura, roubo, extors\u00e3o e amea\u00e7a.<br \/>\nAs v\u00edtimas foram convocadas sob o pretexto de prestar esclarecimentos sobre supostas irregularidades financeiras envolvendo o sistema de gest\u00e3o de associados da entidade. As agress\u00f5es teriam durado cerca de quatro horas em cada epis\u00f3dio.<br \/>\nAmea\u00e7as come\u00e7aram ap\u00f3s v\u00edtima relatar tortura<br \/>\nDe acordo com o documento, as discuss\u00f5es come\u00e7aram na manh\u00e3 de 20 de julho, quando um integrante identificado como \u201cKakaroto\u201d, apelido associado a Ricardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing da Bamor e um dos denunciados pelo MP-BA, compartilhou mensagens atribu\u00eddas a uma das v\u00edtimas.<br \/>\nEssa v\u00edtima integrava a torcida h\u00e1 aproximadamente 18 anos e relatava as agress\u00f5es que teria sofrido na sede da entidade, no bairro de Nazar\u00e9, em Salvador.<br \/>\nO conte\u00fado provocou rea\u00e7\u00f5es entre os participantes do grupo. \u00c0s 7h42, Matheus Pires Castro, identificado nas conversas como \u201cMts\u201d, sugeriu que os integrantes procurassem a v\u00edtima para faz\u00ea-la parar de falar sobre o ocorrido.<br \/>\n\u201cA onda \u00e9 chegar logo. (&#8230;) Venha c\u00e1, irm\u00e3o, o que \u00e9 que t\u00e1 jogando conversa fora? \u00c9 o qu\u00ea? Se voc\u00ea continuar jogando sua conversa fora, voc\u00ea vai ser pego de novo, viu? E a\u00ed resolva como voc\u00ea quiser! Dar umas ideias duras nele aqui, viu?\u201d, disse.<br \/>\nUm minuto depois, outro participante, identificado como Daniel, diretor da sede da Bamor, concordou com a proposta. \u201cMas \u00e9, mano. \u00c9 o certo, ele est\u00e1 jogando conversa fora a\u00ed, t\u00e1 ligado? Ent\u00e3o tem que se f****!\u201d, afirmou.<br \/>\nSegundo os investigadores, as mensagens indicam que os integrantes estavam dispostos a localizar o homem e amea\u00e7\u00e1-lo com novas agress\u00f5es caso continuasse divulgando informa\u00e7\u00f5es sobre a tortura. \u00c0s 7h47, Daniel voltou a comentar a possibilidade de procurar a v\u00edtima e fez refer\u00eancia a uma frase que, segundo ele, havia sido dita anteriormente por Luciano da Silva Ven\u00e2ncio, vice-presidente da Bamor: \u201cMorto n\u00e3o fala\u201d.<br \/>\nPresidente amea\u00e7ou dobrar dura\u00e7\u00e3o da tortura<br \/>\nA possibilidade de repetir as agress\u00f5es voltou a ser discutida minutos depois. \u00c0s 7h48, Matheus Pires Castro reagiu \u00e0s mensagens nas quais a v\u00edtima mencionava ter sido torturada durante quatro horas.<br \/>\nEm um \u00e1udio, o presidente amea\u00e7ou dobrar a dura\u00e7\u00e3o das agress\u00f5es caso a v\u00edtima continuasse falando sobre o ocorrido.<br \/>\n\u201cAvisa a ele que se n\u00e3o aprender, pr\u00f3xima vez \u00e9 oito horas, viu? N\u00e3o v\u00e3o ser quatro n\u00e3o, v\u00e3o ser oito!\u201d.<br \/>\nO relat\u00f3rio tamb\u00e9m mostra que os integrantes discutiram a possibilidade de localizar o homem. \u00c0s 7h54, um participante identificado como \u201cWagner\u201d enviou mensagens sobre onde a v\u00edtima poderia ser encontrada e demonstrou disposi\u00e7\u00e3o para ir at\u00e9 o local.<br \/>\nPara os investigadores, as conversas indicam uma tentativa de intimidar a v\u00edtima e faz\u00ea-la desistir de divulgar as agress\u00f5es.<br \/>\nO documento n\u00e3o confirma, nesses trechos, que as amea\u00e7as de novas agress\u00f5es tenham sido executadas.<br \/>\nSuspeitos discutiram como impedir v\u00edtimas de procurar imprensa<br \/>\nAs conversas tamb\u00e9m revelam preocupa\u00e7\u00e3o com a possibilidade de as duas v\u00edtimas denunciarem os crimes publicamente. Em uma das mensagens, um interlocutor afirmou que um dos homens agredidos poderia sofrer repres\u00e1lias caso insistisse em denunciar os crimes.<br \/>\n\u201cEle sabe que se ele for pra cima \u00e9 pior pra ele, todo mundo sabe onde ele mora, ele vai ter que sumir daqui\u201d, diz um dos trechos reproduzidos no relat\u00f3rio.<br \/>\nO documento aponta ainda que integrantes da torcida j\u00e1 haviam mantido contato com as duas v\u00edtimas para tentar impedir que elas procurassem a imprensa e dessem continuidade \u00e0s den\u00fancias.<br \/>\n\u00c0s 8h18, Matheus orientou os integrantes sobre como deveriam abordar um dos alvos. \u201cD\u00e1 logo umas ideia duras nele. Se ele procurar onda, vai se fuder, entendeu? Tem neg\u00f3cio de hist\u00f3ria, n\u00e3o!\u201d, afirmou.<br \/>\nNa mesma sequ\u00eancia de conversas, um dos participantes explicou que a intimida\u00e7\u00e3o deveria ser feita de maneira indireta, para evitar que os pr\u00f3prios envolvidos fossem prejudicados.<br \/>\n&#8220;Quando vai falar tem que ter um tom de amea\u00e7a, t\u00e1 ligado? N\u00e3o \u00e9 chegar e amea\u00e7ar, mas \u00e9 dar a entender coisas, saber falar, mano, t\u00e1 ligado? Saber falar&#8221;.<br \/>\nSegundo a an\u00e1lise do MP-BA, os integrantes discutiam maneiras de provocar medo nas v\u00edtimas para que elas desistissem de levar as den\u00fancias adiante.<br \/>\nPresidente pediu que torcida seguisse normalmente<br \/>\nMatheus Pires Castro, presidente da Bamor, maior torcida organizada do Bahia, \u00e9 um dos presos<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/Redes Sociais<br \/>\nApesar das amea\u00e7as e da preocupa\u00e7\u00e3o com a repercuss\u00e3o dos crimes, Matheus Pires Castro tamb\u00e9m orientou os integrantes a manter as atividades da Bamor.<br \/>\nEm outro \u00e1udio enviado ao grupo, o presidente afirmou que a entidade deveria continuar funcionando normalmente, enquanto os envolvidos tentavam resolver a situa\u00e7\u00e3o com as v\u00edtimas. \u201cMano, \u00f3\u2026 o certo \u00e9 a gente continuar seguindo a torcida normalmente, entendeu? E o que vier a gente vai se defender, entendeu? A gente tem nossas provas tamb\u00e9m, t\u00e1 ligado?\u201d, afirmou.<br \/>\nIntegrante sugeriu apagar mensagens para evitar den\u00fancias<br \/>\nUm integrante da torcida organizada sugeriu apagar conversas de um grupo de WhatsApp para evitar que mensagens fossem utilizadas como provas ap\u00f3s sess\u00f5es de tortura que teriam sido realizadas na sede da entidade, em Salvador.<br \/>\n\u201cMelhor apagar tudo essas por a\u00ed, viu? Essas paradas a\u00ed porque, querendo ou n\u00e3o, vai que essa desgra\u00e7a denuncia a\u00ed, sei l\u00e1. [\u2026] Inclusive apagar esse grupo aqui as conversa\u201d, afirmou o integrante em uma mensagem de \u00e1udio.<br \/>\nA sugest\u00e3o de apagar as mensagens partiu de \u201cKakaroto Drt\u201d, apelido associado a Ricardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing da Bamor e um dos denunciados pelo MP-BA. Na grava\u00e7\u00e3o, Ricardo demonstrou receio de que a v\u00edtima denunciasse o ocorrido e sugeriu a exclus\u00e3o dos registros, incluindo o hist\u00f3rico do pr\u00f3prio grupo de WhatsApp.<br \/>\nA preocupa\u00e7\u00e3o, no entanto, n\u00e3o foi compartilhada por todos os participantes da conversa. O integrante identificado como Daniel, diretor da sede da Bamor, respondeu que n\u00e3o havia motivo para temer a exist\u00eancia de provas. Na mesma mensagem, ele admitiu que a v\u00edtima havia sido agredida pelo grupo.<br \/>\n\u201cN\u00e3o tem neg\u00f3cio de prova n\u00e3o, mano, provar o qu\u00ea, v\u00e9i? A gente pegou ele &#8216;mermo&#8217;, mano, que ele \u00e9 ladr\u00e3o, &#8216;tava&#8217; roubando a torcida, ent\u00e3o a gente meteu a desgra\u00e7a nele e j\u00e1 foi\u201d, afirmou.<br \/>\nEm outra mensagem, um dos investigados chegou a dizer que a v\u00edtima deveria ter sido morta. As declara\u00e7\u00f5es foram registradas ap\u00f3s as agress\u00f5es e fazem parte do material analisado pelo N\u00facleo de Extra\u00e7\u00e3o e An\u00e1lise do MP-BA.<br \/>\nPresidente orientou que envolvidos n\u00e3o fossem identificados individualmente<br \/>\nA preocupa\u00e7\u00e3o com a responsabiliza\u00e7\u00e3o dos envolvidos tamb\u00e9m aparece em mensagens enviadas pelo presidente da Bamor, Matheus Pires Castro, em 19 de julho, um dia ap\u00f3s o segundo epis\u00f3dio de tortura investigado pelo MP-BA.<br \/>\nEm um \u00e1udio encaminhado \u00e0s 11h35, Matheus orientou os integrantes a atribu\u00edrem as agress\u00f5es \u00e0 diretoria da torcida, sem apontar quem havia praticado cada ato.<br \/>\n\u201cMas \u00e9 isso, irm\u00e3o, deixa eu te falar: &#8216;c\u00ea&#8217; tem que falar que quem pegou foi a diretoria, n\u00e3o foi A, B, nem C, n\u00e3o. Teve facada? Teve. Quem foi que deu? A diretoria. Teve tiro? Teve. Quem deu? A diretoria. [\u2026] Tudo que a gente faz aqui \u00e9 a diretoria. N\u00e3o existe a pessoa f\u00edsica, n\u00e3o, entendeu?\u201d.<br \/>\nNa sequ\u00eancia, o presidente refor\u00e7ou que todos deveriam manter a mesma vers\u00e3o sobre os epis\u00f3dios. &#8220;(&#8230;) N\u00e3o \u00e9 A, nem B. Porque isso a\u00ed que gera uma briga pessoal, isso a\u00ed que cria tumulto&#8221;, afirmou.<br \/>\n&#8216;Quem tiver nojo de sangue, n\u00e3o v\u00e1&#8217;: \u00e1udios mostram presidente da Bamor convocando integrantes para sess\u00f5es de tortura na Bahia<br \/>\nIntegrante afirmou ter quebrado bra\u00e7o de v\u00edtima<br \/>\nUma das mensagens que constam no relat\u00f3rio foi enviada \u00e0s 9h41 do dia 18 de julho, por &#8220;Kakaroto Drt&#8221;. Ao responder a uma mensagem de outro integrante, &#8220;Daniel&#8221;, Ricardo afirmou: &#8220;S\u00f3 me arrependi de n\u00e3o bater mais. Mas um bra\u00e7o deixei quebrado&#8221;.<br \/>\nNa sequ\u00eancia, o integrante sugeriu que a an\u00e1lise de um celular poderia revelar outras supostas irregularidades. &#8220;Se cavar a\u00ed, acha mais coisa nesse celular. N\u00f3s pega mais ratos&#8221;, diz o trecho.<br \/>\nLogo depois, \u00e0s 9h42, os participantes continuaram comentando as agress\u00f5es. Em uma das grava\u00e7\u00f5es, um interlocutor identificado como &#8220;Mts&#8221;, associado ao presidente da torcida, Matheus Pires Castro, mencionou a utiliza\u00e7\u00e3o de uma barra durante o epis\u00f3dio.<br \/>\n&#8220;Rapaz, Piton pegou aquela barra ali, mano. Na hora que ele levantou, rapaz, pensei que ele fosse arrancar o teto&#8221;.<br \/>\nO di\u00e1logo \u00e9 apontado pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico como uma refer\u00eancia \u00e0s agress\u00f5es praticadas contra uma das v\u00edtimas. As conversas tamb\u00e9m trazem refer\u00eancias a uma faca.<br \/>\nPresidente amea\u00e7ou repetir tortura e arrancar membros<br \/>\nMarcas nas costas de uma das v\u00edtimas<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Bahia<br \/>\nAinda em 19 de julho, \u00e0s 11h38, Matheus Castro enviou novos \u00e1udios ao grupo. Nas grava\u00e7\u00f5es, afirmou que o caso estava encerrado, mas amea\u00e7ou aplicar puni\u00e7\u00f5es ainda mais violentas caso surgissem novas suspeitas de desvios financeiros.<br \/>\n&#8220;Quem a gente pegar roubando agora vai ser pior. [&#8230;] Se for preciso, a gente vai arrancar uma m\u00e3o, vai arrancar um p\u00e9&#8221;, diz a mensagem.<br \/>\nAs declara\u00e7\u00f5es sobre supostos desvios financeiros representam acusa\u00e7\u00f5es feitas pelos pr\u00f3prios integrantes da torcida e n\u00e3o comprovam que a v\u00edtima tenha cometido qualquer irregularidade.<br \/>\nSuspeitos foram denunciados<br \/>\nSuspeitos foram denunciados pelo MP-BA<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Bahia<br \/>\nEm 2 de outubro, o Minist\u00e9rio P\u00fablico denunciou os 10 investigados. Os denunciados s\u00e3o:<br \/>\nMatheus Pires Castro, presidente da Bamor;<br \/>\nLuciano da Silva Ven\u00e2ncio, vice-presidente;<br \/>\nGabriel Pereira Silva, diretor-geral;<br \/>\nDaniel Sena Duarte, diretor de sede;<br \/>\nRicardo Henrique Almeida da Silva, diretor de marketing;<br \/>\nDiego Allan Concei\u00e7\u00e3o Sacramento, diretor de patrim\u00f4nio;<br \/>\nIv\u00e3 Cleiton de Jesus Santos, diretor de bateria;<br \/>\nLuiz Wagner da Silva Santana, diretor de sede;<br \/>\nAlan Rafael Regis Alves de Aquino, diretor financeiro;<br \/>\nFernando Santana Esquivel, policial militar apontado como integrante da torcida organizada.<br \/>\nSegundo a promotora de Justi\u00e7a Thelma Leal, do MP-BA, todos os integrantes presos teriam participado das agress\u00f5es, embora em diferentes graus.<br \/>\n&#8220;O presidente e o vice est\u00e3o presos. Todos participaram ativamente dos atos de tortura, de alguma forma, com maior ou menor propor\u00e7\u00e3o. Os relatos das v\u00edtimas d\u00e3o conta que todos que est\u00e3o presos participaram&#8221;, afirmou.<br \/>\nA promotora ressaltou que as pris\u00f5es atingiram integrantes da c\u00fapula da torcida e disse esperar que a entidade passe por uma mudan\u00e7a de lideran\u00e7a e adote medidas para evitar novos epis\u00f3dios de viol\u00eancia.<br \/>\nSede da Bamor, no bairro de Nazar\u00e9, em Salvador<br \/>\nReprodu\u00e7\u00e3o\/TV Globo<br \/>\nVeja mais not\u00edcias do estado no g1 Bahia.<br \/>\nAssista aos v\u00eddeos do g1 e TV Bahia \ud83d\udcbb  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente da Bamor convoca integrantes e diretores para tortura de v\u00edtima Integrantes da Bamor, maior torcida organizada do Bahia, discutiram formas de intimidar duas v\u00edtimas de tortura para impedir que elas denunciassem as agress\u00f5es \u00e0 pol\u00edcia e \u00e0 imprensa. As conversas foram identificadas em um relat\u00f3rio do Minist\u00e9rio P\u00fablico da Bahia (MP-BA), obtido pelo g1<\/p>\n","protected":false},"author":0,"featured_media":2494,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":["post-2493","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-bahia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistafeiraeventos.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2493","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistafeiraeventos.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistafeiraeventos.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistafeiraeventos.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2493"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistafeiraeventos.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2493\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2495,"href":"https:\/\/revistafeiraeventos.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2493\/revisions\/2495"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistafeiraeventos.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/2494"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistafeiraeventos.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2493"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistafeiraeventos.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2493"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistafeiraeventos.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2493"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}