{"id":3842,"date":"2026-10-30T08:22:55","date_gmt":"2026-10-30T08:22:55","guid":{"rendered":"https:\/\/revistafeiraeventos.com.br\/?p=3842"},"modified":"2026-10-30T08:22:55","modified_gmt":"2026-10-30T08:22:55","slug":"artistas-do-interior-da-bahia-sao-destaque-em-exposicao-de-arte-internacional-na-franca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistafeiraeventos.com.br\/?p=3842","title":{"rendered":"Artistas do interior da Bahia s\u00e3o destaque em exposi\u00e7\u00e3o de arte internacional na Fran\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>     &#8221;A Natureza por um Fio&#8221;<br \/>\nEdna Abreu<br \/>\nTr\u00eas artistas baianas levaram a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica do interior da Bahia para a exposi\u00e7\u00e3o internacional Arts Sans Fronti\u00e8res 2026, realizada na cidade de Ansouis, no sudeste da Fran\u00e7a. Por meio de fotografias e pinturas, Sol Meira, Rose Fernandes e Aila Fernandes apresentaram obras inspiradas na fauna, na flora e nas paisagens brasileiras, propondo um olhar que vai al\u00e9m dos estere\u00f3tipos frequentemente associados ao pa\u00eds.<br \/>\nA mostra coletiva, que ficou exposta at\u00e9 quinta-feira (29) na Salle du Presbyt\u00e8re, re\u00fane pinturas, fotografias e xilogravuras de artistas de diferentes nacionalidades. A iniciativa buscava promover o interc\u00e2mbio cultural e estimular o di\u00e1logo entre criadores de diversas origens e o p\u00fablico internacional.<br \/>\n\ud83d\udcf2 Clique aqui e entre no grupo do WhatsApp do g1 Bahia<br \/>\nSol Meira transforma alerta ambiental em arte<br \/>\nNatural de Maca\u00fabas, no sudoeste baiano, Sol Meira \u00e9 professora de artes e artista pl\u00e1stica com trajet\u00f3ria voltada ao realismo e ao figurativo abstrato. Licenciada em Artes Visuais, ela conta que o interesse pela arte surgiu ainda na inf\u00e2ncia, por meio dos desenhos, e foi se consolidando ao longo dos anos com estudo e aperfei\u00e7oamento t\u00e9cnico.<br \/>\nNa exposi\u00e7\u00e3o francesa, Sol apresentou a s\u00e9rie fotogr\u00e1fica \u201cA Natureza por um Fio\u201d, composta por 10 obras que refletem sobre os impactos da degrada\u00e7\u00e3o ambiental. As imagens destacam as gavinhas de plantas do g\u00eanero passiflora, popularmente associado ao maracuj\u00e1.<br \/>\nAgora no g1<br \/>\nSegundo a artista, a cole\u00e7\u00e3o nasceu a partir da observa\u00e7\u00e3o de um inc\u00eandio. A fuma\u00e7a criou um contraste que evidenciou os delicados ramos da planta e despertou uma reflex\u00e3o sobre a fragilidade da natureza diante das queimadas.<br \/>\n&#8220;\u00c9 usar a arte para dar visibilidade a essas quest\u00f5es. A fuma\u00e7a evidenciou detalhes que normalmente passariam despercebidos. Ao observar aqueles formatos, n\u00f3s e amarra\u00e7\u00f5es, comecei a pensar em como a natureza est\u00e1 cada vez mais amea\u00e7ada e, muitas vezes, as pessoas j\u00e1 n\u00e3o percebem isso&#8221;, disse a artista ao g1.<br \/>\nPara Sol, a arte cumpre uma fun\u00e7\u00e3o que ultrapassa a aprecia\u00e7\u00e3o est\u00e9tica.<br \/>\n\u201cO principal papel da arte \u00e9 provocar reflex\u00e3o, trazer \u00e0 tona quest\u00f5es ambientais, sociais e pol\u00edticas. Nesse caso, a discuss\u00e3o \u00e9 sobre o meio ambiente. As queimadas e os inc\u00eandios est\u00e3o cada vez mais recorrentes, n\u00e3o apenas no Brasil, mas em diversas partes do mundo\u201d.<br \/>\nRose Fernandes leva a for\u00e7a dos biomas brasileiros para a Europa<br \/>\nNascida em Urandi, no interior da Bahia, Rose Fernandes possui uma longa trajet\u00f3ria nas artes visuais. Filha de artistas \u2014 m\u00e3e cantora e pai poeta \u2014, cresceu em um ambiente marcado pela express\u00e3o art\u00edstica e encontrou na pintura uma forma de dar continuidade a esse legado familiar.<br \/>\nRose trabalha com diferentes t\u00e9cnicas, como \u00f3leo sobre tela, acr\u00edlico, desenho, crayon, pastel e aquarela, embora tenha se especializado principalmente na pintura em \u00f3leo e acr\u00edlica.<br \/>\n&#8220;Eu cresci vendo minha m\u00e3e desenhar e pintar. Naquela \u00e9poca havia poucas oportunidades e poucos materiais, mas existia muita vontade. Foi acompanhando isso que eu me aproximei da arte&#8221;, relembra.<br \/>\nAos 13 anos, mudou-se para Guanambi, onde montou seu ateli\u00ea. Sua primeira exposi\u00e7\u00e3o ocorreu durante uma Semana de Arte, experi\u00eancia que abriu caminho para a participa\u00e7\u00e3o em mostras e concursos nacionais e internacionais. Ao longo da carreira, recebeu reconhecimentos e medalhas em eventos realizados no Brasil e no exterior, al\u00e9m de expor em pa\u00edses como Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Alemanha e Portugal.<br \/>\nPara Rose, levar a arte produzida no interior da Bahia para outros pa\u00edses representa a supera\u00e7\u00e3o de desafios e uma oportunidade de ampliar a visibilidade da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica brasileira.<br \/>\n\u201cQuem vive no interior enfrenta muitas dificuldades para participar de eventos internacionais. Tudo envolve investimento e planejamento. Mas \u00e9 muito gratificante perceber o reconhecimento do p\u00fablico, que passa a enxergar o Brasil tamb\u00e9m pela sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica, e n\u00e3o apenas pelo futebol ou pelo carnaval\u201d.<br \/>\nObras de Rose Fernandes<br \/>\nEdna Abreu<br \/>\nAs obras apresentadas na Arts Sans Fronti\u00e8res retratam a diversidade dos biomas brasileiros, com destaque para o Cerrado e a Caatinga, paisagens que fazem parte do cotidiano da artista.<br \/>\nAila Fernandes apresenta um novo olhar sobre o sert\u00e3o<br \/>\nAos 19 anos, Aila Fernandes, filha de Rose, representa a nova gera\u00e7\u00e3o de artistas baianos presentes na mostra. Nascida em Guanambi, ela cursa Fotografia e teve seu interesse pela arte despertado ainda na inf\u00e2ncia, influenciada pelo ambiente familiar.<br \/>\nEmbora mantenha a pintura como hobby, Aila pretende construir carreira profissional na fotografia. Suas imagens expostas na Fran\u00e7a buscam apresentar o sert\u00e3o nordestino sob uma perspectiva diferente daquela frequentemente difundida.<br \/>\n\u201cO objetivo \u00e9 mostrar o sert\u00e3o para al\u00e9m da vis\u00e3o limitada que muitas pessoas t\u00eam da regi\u00e3o\u201d.<br \/>\nA jovem tamb\u00e9m destaca a import\u00e2ncia da arte para o bem-estar emocional e para o desenvolvimento de outros jovens. &#8220;A arte faz muito bem para a sa\u00fade mental. No meu caso, ela me salvou. Al\u00e9m disso, \u00e9 muito gratificante receber mensagens de amigos dizendo que se sentem inspirados pelo que produzo&#8221;, afirma.<br \/>\nLEIA MAIS:<br \/>\nMenino de 11 anos do sert\u00e3o baiano \u00e9 aprovado no Bolshoi ap\u00f3s pesquisar sele\u00e7\u00e3o por conta pr\u00f3pria<br \/>\nCebola-brava: flores que &#8216;dormem&#8217; durante a seca e despertam com a chuva transformam paisagem da Caatinga na Bahia<br \/>\nEstudantes da Bahia transformam \u00f3leo de licuri em biodiesel e levam projeto para o exterior<br \/>\nVeja mais not\u00edcias do estado no g1 Bahia<br \/>\nAssista aos v\u00eddeos do g1 e TV Bahia \ud83d\udcbb  <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8221;A Natureza por um Fio&#8221; Edna Abreu Tr\u00eas artistas baianas levaram a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica do interior da Bahia para a exposi\u00e7\u00e3o internacional Arts Sans Fronti\u00e8res 2026, realizada na cidade de Ansouis, no sudeste da Fran\u00e7a. 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