O mercado pecuário baiano registrou um marco histórico nesta terça-feira (13), quando o preço da arroba do boi gordo atingiu R$ 380 em Feira de Santana. O valor representa o maior patamar de 2026 de acordo com os dados levantados pela Cooperfeira, consolidando uma escalada iniciada no mês passado.
Evolução recente das cotações O avanço nos preços ganhou ritmo constante desde o início de setembro, período em que a arroba era negociada a R$ 340. Após oscilações e estabilidade anterior, o indicador subiu para R$ 350, alcançou R$ 360 no fechamento do mês passado e encerrou a primeira semana de outubro cotado a R$ 370, culminando no recente recorde.
Paridade com grandes estados produtores Para Agenor Campos, presidente do Frifeira e diretor da Cooperfeira, o mercado regional apresenta atualmente preços mais próximos dos praticados em outros estados produtores. No Pará, a arroba está em torno de R$ 375 à vista, patamar semelhante ao observado em Goiás. Essa aproximação representa uma mudança importante para a Bahia, que historicamente apresenta cotações inferiores às de outras regiões pecuárias do país.
Agenor observa, entretanto, que ainda existem diferenças dentro do próprio estado, principalmente em regiões mais distantes dos centros consumidores, onde os custos de transporte interferem na comercialização.
Produção aquecida e escoamento rápido O dinamismo da pecuária regional também se reflete nas operações do Frigorífico Frifeira, situado no distrito de Humildes. A unidade tem mantido um ritmo diário de 500 a 530 bovinos abatidos, superando a média anterior de 450 animais. Outro indicativo da força do setor é a agilidade na retirada dos produtos pelos compradores assim que o período obrigatório de refrigeração é concluído.
Perspectiva de novas altas até o final do ano Diante da menor oferta de animais terminados por causa da entressafra e da força no consumo, a diretoria da entidade avalia que existe margem para novos reajustes. A projeção aponta que a cotação poderá atingir a marca de R$ 400 até dezembro, embora o ritmo dependa diretamente do comportamento do mercado nas próximas semanas.
Impacto esperado no varejo Com o encarecimento da matéria-prima, o setor já monitora os reflexos para o consumidor final. A avaliação é de que o salto de R$ 340 para R$ 380 ainda não foi repassado integralmente aos açougues, o que pode gerar novos reajustes nos preços das carnes em breve. Por fim, os números servem como termômetro para a economia pecuária regional, equilibrando custos de produção e a capacidade de consumo da população.









