O governo federal oficializou nesta terça-feira (13) a liberação de R$ 3 bilhões para a construção da Ponte Salvador-Itaparica, utilizando verbas do Novo PAC. A assinatura do termo de compromisso ocorreu em Brasília com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e de ministros de estado.
Destinação dos recursos federais
A verba será aplicada nos aportes públicos da parceria público-privada (PPP) que comanda o Sistema Rodoviário Ponte Salvador–Ilha de Itaparica. O montante cobrirá infraestrutura, trabalhos de engenharia, sistemas operacionais e outras despesas contratuais, contando com regras rígidas de prestação de contas.
Impacto econômico e social
Durante o evento na capital federal, o governador Jerônimo Rodrigues ressaltou o impacto da união entre as esferas estadual e federal. “A parceria com o governo federal é fundamental para avançarmos na implantação da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, um projeto estratégico para a Bahia. A obra vai fortalecer a integração regional, melhorar a mobilidade e criar novas oportunidades de emprego, renda e desenvolvimento para a população baiana”, afirmou o governador.
A comitiva baiana na capital contou com a presença dos senadores Jaques Wagner e Otto Alencar, além dos secretários estaduais Eracy Lafuente (Casa Civil) e Saulo Pontes (Infraestrutura), reforçando o arco político em torno da iniciativa.
Detalhes da megaobras
Com extensão aproximada de 12,4 quilômetros sobre a Baía de Todos-os-Santos, o projeto faz parte do Sistema Viário Oeste e demanda um aporte total estimado em R$ 11,6 bilhões. A meta é otimizar a logística, impulsionar o turismo e dinamizar a economia regional.
O canteiro de obras utilizará uma Plataforma Linear Provisória (PLP) para otimizar o fluxo de operários e maquinário, diminuindo a necessidade de barcos de apoio. Os trabalhos práticos iniciaram em julho com a cravação simbólica da primeira estaca em Vera Cruz, em solenidade que reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e autoridades locais.
A execução do projeto é realizada via parceria público-privada entre a gestão estadual e um consórcio de empresas chinesas, agora impulsionada pelo aporte bilionário da União.









