O governador Jerônimo Rodrigues esteve em Brasília nesta terça-feira (13) para formalizar uma parceria estratégica entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) — por intermédio da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac) — e a Secretaria de Desenvolvimento Rural do Estado da Bahia (SDR), representada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR). O acerto técnico viabiliza pesquisas e o monitoramento completo das plantações de cacau em solo baiano, pavimentando o caminho para o estado emitir previsões oficiais de safra e fornecer dados vitais para o setor produtivo.
Estratégia e tomada de decisões no campo
Com a nova sistemática, será viável mensurar o volume produtivo e expandir o acesso a estatísticas que auxiliam diretamente nas etapas de cultivo, escoamento comercial e aportes financeiros. Para quem vive da terra, os indicadores funcionam como suporte na gestão das propriedades, além de facilitarem o acesso a crédito rural e seguros agrícolas. As diretrizes também servirão de base para a criação de políticas públicas direcionadas à expansão da cadeia produtiva do fruto.
“Estamos unindo esforços entre o Governo Federal, por meio do Ministério da Agricultura e da Ceplac, o setor empresarial e o Governo do Estado para conhecer melhor a capacidade de produção de cacau da Bahia. Esse diagnóstico é fundamental para nos anteciparmos às necessidades do setor, planejarmos políticas públicas e construirmos iniciativas que contribuam para fortalecer a atividade e dar melhores condições aos produtores. É um trabalho de parceria para valorizar a lavoura cacaueira e a importância que ela tem para a Bahia”, destacou o governador Jerônimo Rodrigues.
Fortalecimento do desenvolvimento rural
A titular da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Elisabete Costa, avalia que o alinhamento institucional otimiza a estratégia voltada à cacauicultura, levando em conta a diversidade de perfis entre os agricultores.
“Essa parceria fortalece a articulação entre as instituições e aprimora o planejamento das ações voltadas à cacauicultura baiana. Com informações atualizadas sobre a produção, podemos qualificar as políticas públicas, valorizar os produtores e ampliar as oportunidades para o desenvolvimento rural”, afirmou a secretária.
Reconhecida nacionalmente pela força histórica, social e econômica da cultura cacaueira — com forte enraizamento na região sul —, a Bahia ganha um reforço na governança do setor. O monitoramento contínuo subsidiará investimentos precisos e dará mais robustez à identidade econômica de vários municípios.
Integração técnica e inovação agrícola
O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, reforçou que o início das atividades de previsão representa um marco para o setor.
“Já iniciamos o trabalho para construir a previsão de safra de cacau na Bahia. Esse acompanhamento vai qualificar as informações sobre o desempenho da lavoura e oferecer subsídios importantes para orientar ações, investimentos e políticas públicas voltadas ao setor. Com a integração entre as instituições, buscamos fortalecer a cacauicultura baiana e ampliar as oportunidades para os produtores”, destacou Jeandro Ribeiro.
A iniciativa equipara o cacau a outras commodities tradicionais, conforme pontuou o secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura, Vivaldo Góis, ao lembrar que o monitoramento se equipará ao já realizado em lavouras de soja, milho, café e algodão.
“A Seagri, como órgão formulador e articulador dessas políticas públicas, atua para reunir os governos estadual e federal em torno do acordo. Garantimos que ele siga o Plano Estadual da Cacauicultura, com equilíbrio entre a agricultura familiar e o agronegócio de média e grande escala. E levamos à agenda de pesquisas as demandas das Câmaras Setoriais”, pontuou Vivaldo Góis.
Com a implantação definitiva das diretrizes do acordo, o ecossistema do cacau baiano ganha transparência e robustez estatística, conectando a agricultura familiar e o agronegócio em prol de um planejamento sustentável e de longo prazo.









