Uma técnica em enfermagem de 42 anos foi conduzida à delegacia na última terça-feira (13) sob a acusação de falsidade ideológica e uso de documento falso. A suspeita é de que ela tenha adulterado uma prescrição médica em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) localizada em Luís Eduardo Magalhães, município situado no oeste baiano, com o objetivo de conseguir morfina.
Fraude descoberta por colegas de trabalho A profissional integra o quadro de funcionários da unidade de saúde há cinco anos. A irregularidade na receita médica foi percebida por outros trabalhadores do local, que imediatamente comunicaram o ocorrido ao médico que havia assinado o documento original.
Acesso restrito a entorpecentes De acordo com relatos obtidos no local, a suspeita teria admitido aos colegas de profissão que a intenção era utilizar o medicamento para fins pessoais. Por ser tratada como substância entorpecente, a morfina possui circulação e manipulação rigorosamente controladas em território nacional.
As diretrizes para o manuseio, distribuição e acesso a esse tipo de remédio são determinadas pela Portaria 344/1998, emitida pelo Ministério da Saúde, que impõe regras rígidas para entorpecentes e substâncias de controle especial.
Ação policial e desdobramentos Mesmo conseguindo retirar o entorpecente na farmácia da UPA, a mulher acabou alvo da intervenção da Polícia Militar, que foi acionada para intervir na ocorrência. O receituário modificado acabou confiscado pelos agentes e entregue à autoridade competente para a devida investigação.
O médico responsável pelo documento compareceu à Delegacia Territorial do município para registrar formalmente o boletim de ocorrência e prestar depoimento. Em nota oficial, a Polícia Civil informou que a investigada prestou esclarecimentos e responderá ao procedimento criminal em liberdade.









