Dois jovens de 14 e 16 anos foram detidos nesta semana sob a acusação de participação no homicídio de Everton Mikael Bacelar Lima, de 11 anos, baleado durante a madrugada de quarta-feira (14) no distrito da Matinha, situado em Feira de Santana.
Confissão e alvo trocado
Durante o interrogatório conduzido pelas autoridades policiais, os menores admitiram a autoria dos disparos e revelaram que o alvo da execução era o irmão mais velho da vítima, que possui 16 anos.
O delegado Gustavo Coutinho, responsável pela Delegacia de Homicídios do município, explicou a dinâmica relatada pelos suspeitos sobre a invasão na residência.
“Descobrimos que dois menores arrombaram a porta da casa e viram uma pessoa deitada na sala em cima de um colchão e, com isso, no escuro, efetuaram os disparos. Eles acabaram confessando o crime, disseram que mataram a pessoa errada, mataram por engano o menino de 11 anos, que o alvo principal, na verdade, era irmão da criança, de 16 anos, e acabaram matando a pessoa errada.”
Captura e apreensão de materiais
Um dos investigados acabou localizado pelas equipes policiais na própria cidade baiana, enquanto o segundo envolvido tentou fuga e buscou refúgio nas dependências de uma pousada situada no município vizinho de Santa Bárbara.
Sobre a localização do segundo suspeito, o delegado detalhou a operação de captura.
“Ele não queria se entregar, mas acabamos conversando e ele não teve outra opção. Ele se entregou e foi trazido para Feira de Santana, e os dois menores, autores desse crime cruel, foram apresentados na Delegacia do Menor Infrator.”
Durante as diligências no Bairro Caraíbas, os policiais civis conseguiram apreender uma pistola Taurus de calibre 9 mm apontada como a arma do homicídio, aparelhos celulares e uma motocicleta com registro de roubo que teria sido empregada no transporte da dupla.
“A Polícia Civil efetuou um cerco em uma residência no Bairro Caraíbas, quase conseguiu apreender os dois, os dois pularam vários muros de várias casas, mas deixaram para trás os dois celulares, como também os documentos, e isso facilitou também a polícia chegar posteriormente aos dois.”
Os dois adolescentes permanecem à disposição da Justiça na unidade especializada para menores infratores, onde responderão pelos atos infracionais análogos ao crime.









