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Suspeito de matar filha de PM morre em confronto em Salvador

Suspeito de matar filha de policiais militares durante tentativa de assalto morre após operação em Salvador

Uma intervenção das forças de segurança resultou na morte de dois homens na manhã desta sexta-feira (16), na capital baiana. Entre os baleados está Cauã Silva de Carvalho, apontado pelas investigações como um dos envolvidos no latrocínio da estudante Brenda Nicole Alves Brandão, de 21 anos, filha de policiais militares.

Ação policial e mandados cumpridos

Conhecida como Operação Progenis, a força-tarefa foi deflagrada pela Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, em conjunto com o Batalhão Gêmeos da Polícia Militar. Durante a incursão, os dois alvos trocaram tiros com as guarnições, foram atingidos e encaminhados a uma unidade de saúde, mas não resistiram aos ferimentos.

A ofensiva tinha como meta a coleta de provas e cumprimento de medidas cautelares referentes ao roubo seguido de morte da jovem. As equipes cumpriram um mandado de prisão e três de busca e apreensão. Na mesma intervenção, dois homens acabaram presos em flagrante, além da apreensão de uma motocicleta com restrição de roubo e um chassi com sinais identificadores adulterados.

Relembre o caso no bairro do Imbuí

O assassinato ocorreu na madrugada do dia 6 de agosto, momento em que Brenda retornava de um evento social na garupa da motocicleta do namorado. Ao serem abordados por criminosos no bairro do Imbuí, o assaltante exigiu a entrega do aparelho telefônico. A vítima teria reagido à abordagem e acabou atingida por um disparo na face.

No dia seguinte à ocorrência, Ricardo Neri Melo Junior, de 24 anos, compareceu à delegacia e assumiu a autoria do disparo fatal. O suspeito possuía histórico criminal recente, tendo sido detido no início de 2024 conduzindo uma moto clonada. Um outro homem chegou a ser ouvido sob suspeita preliminar no período inicial das apurações, mas foi dispensado após ficar comprovada a ausência de relação com o fato.

Dor da família e homenagens

Filha de dois sargentos da PM, Brenda atuava como estagiária na Associação de Praças da Polícia e Bombeiro Militar da Bahia (APPM/BA) e mantinha um empreendimento virtual focado no comércio de artigos de moda praia e acessórios.

Diante da perda precoce, a policial militar Tatiane Guerreira lamentou a tragédia e clamou por responsabilização dos criminosos:

“Levaram de mim a minha filha, o meu amor. A gente tinha todo um projeto financeiro, junto, de crescimento. Eu só tinha ela, minha única filha foi embora, por uma irresponsabilidade. Minha filha tinha que perder a vida? Não está certo isso. A sociedade não tem que aceitar isso e isso não pode ficar assim”, afirmou a policial militar Tatiane Guerreira.

Os procedimentos investigativos seguem em andamento para a conclusão do inquérito e identificação detalhada da atuação de cada participante no episódio criminoso.

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