A administração municipal de Feira de Santana empossou, na tarde desta quinta-feira (15), os 14 integrantes do Conselho Municipal de Turismo (Comtur). A solenidade ocorreu no Paço Municipal e reuniu autoridades e entidades do setor para debater diretrizes e consolidar políticas públicas voltadas à área na cidade baiana.
Planejamento estratégico para os próximos anos
O grupo possui caráter consultivo e serve como um canal de diálogo para estruturar iniciativas de crescimento. Na pauta para o planejamento estratégico de 2027 e 2028 constam o Plano Municipal de Turismo (válido até 2030), a implementação do projeto do Parque Náutico e a ampliação de políticas públicas municipais e estaduais. O mandato dos representantes de entidades não governamentais é de dois anos, permitindo recondução por igual período, enquanto a presidência do órgão é exercida pelo titular da Secretaria Municipal do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico.
A secretária da pasta, Márcia Ferreira, enfatizou a relevância da participação coletiva na formulação de metas para diversificar os atrativos da região. “Após a posse dos conselheiros, vamos iniciar a construção do planejamento estratégico para 2027 e 2028, com discussões sobre o Plano Municipal de Turismo, o Parque Náutico e as políticas públicas do município e do Estado. Feira de Santana tem uma forte vocação para o turismo de negócios, mas também precisamos avançar no turismo esportivo e de lazer”, afirmou.
O papel estratégico do Parque Náutico
Para o secretário municipal de Planejamento, Carlos Brito, o conselho fortalece a gestão democrática e abre caminhos para novas alternativas econômicas. “A posse do Conselho Municipal de Turismo representa mais um avanço na busca por alternativas para o desenvolvimento do setor em Feira de Santana. A gestão municipal tem o compromisso de ouvir a comunidade e construir soluções de forma participativa. Nesse contexto, o Parque Náutico surge como uma oportunidade de ampliar as opções de lazer, impulsionar o turismo e gerar emprego e renda para a população”, destacou.
Os estudos técnicos em andamento contam com o apoio da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela modelagem econômica da atração. Filipe Bittencourt, representante da instituição, detalhou o andamento das análises. “Estamos avançando nos estudos para avaliar a viabilidade econômica do Parque Náutico e contribuir tecnicamente para a estruturação do projeto, considerando seu potencial de desenvolvimento e os benefícios para a população”, afirmou.
Integração do comércio e cultura local
Outro ponto debatido foi a integração de espaços tradicionais da cidade na rota dos visitantes. O presidente da Associação do Mercado de Arte Popular (MAP), Aleucik Santos, celebrou a oportunidade de colaborar com o comitê. “O Mercado de Arte Popular é um espaço central de Feira de Santana, que recebe visitantes de diferentes partes do Brasil e do mundo. Estamos aqui para somar esforços, contribuir com o planejamento e ajudar no crescimento do turismo da cidade”, pontuou.
Com a formação do novo colegiado e o andamento das pesquisas sobre o Parque Náutico, o município busca consolidar uma infraestrutura capaz de atrair novos públicos e fortalecer a economia regional nos próximos anos.









