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Defensoria cobra prefeitura por falhas no transporte em Feira de Santana

Defensoria Pública da União cobra Prefeitura de Feira de Santana após relatos de falhas no transporte no primeiro turno da eleição

A Defensoria Pública da União (DPU) cobrou providências da prefeitura de Feira de Santana após registrar falhas no sistema de transporte coletivo durante o primeiro turno do pleito. O órgão recomendou que a gestão municipal mantenha o serviço de ônibus gratuitos na próxima etapa da votação, marcada para o dia 25 de outubro, utilizando uma frota e uma tabela de horários equivalentes aos dias úteis.

Cobrança por melhorias e rotas rurais

A recomendação foi formalizada pelo defensor público federal Erik Boson. O documento estabelece que a gratuidade precisa vigorar, no mínimo, das 5h às 20h30. Além disso, a instituição solicitou o reforço dos veículos nos distritos, a ampliação dos itinerários voltados à zona rural e a divulgação prévia dos horários de circulação para orientar os eleitores.

Outro ponto abordado foi a necessidade de garantir acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. A DPU também requereu a criação de um canal telefônico exclusivo para que os cidadãos possam relatar atrasos ou a falta de veículos durante o dia da votação. A prefeitura recebeu prazo até segunda-feira (19) para confirmar o acatamento das diretrizes e detalhar o plano de ação.

Aumento na abstenção e impacto na zona rural

Dados levantados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e analisados pela DPU mostram que a abstenção geral em Feira de Santana subiu de 15,11% em 2022 para 17,21% em 2026. No primeiro turno deste ano, 74.884 pessoas deixaram de votar, superando o patamar de 64.187 abstenções registrado na eleição passada.

O crescimento da ausência de eleitores foi mais acentuado nas regiões campestres, saltando de 15,39% para 18,04%. Nos bairros urbanos, o índice passou de 15,06% para 17,09%. Relatos colhidos pelo órgão indicam esperas prolongadas de até duas horas nos pontos, o que dificultou o deslocamento até as seções eleitorais.

Acolhimento infantil e posicionamento municipal

Para auxiliar pais e responsáveis que não possuem com quem deixar os filhos, a recomendação sugere que a Secretaria Municipal de Educação estude a abertura de creches que não estejam funcionando como locais de votação. A DPU notou ainda uma variação na abstenção entre mulheres de 18 a 44 anos, embora ressalte que não é possível correlacionar o dado diretamente à falta de suporte para o cuidado infantil.

Em resposta aos apontamentos, a administração municipal garantiu que planejou ações para o transporte no segundo turno. Entre as medidas divulgadas estão a gratuidade com frequência de dia útil, a revisão de linhas distritais, a fiscalização presencial das empresas concessionárias e a manutenção do canal 156 em parceria com a Justiça Eleitoral. O município tem até o dia 6 de novembro para enviar um relatório completo sobre a operação.

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