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Corrida contra o AVC reúne multidão em Feira de Santana

Corrida de Prevenção ao AVC do HGCA reúne mais de 1.200 participantes em Feira de Santana

O incentivo ao esporte e o combate a uma das enfermidades que mais causam óbitos no planeta mobilizaram mais de 1.200 participantes no Centro de Convenções de Feira de Santana. Realizada no domingo (18), a 6ª Corrida de Prevenção ao Acidente Vascular Cerebral (AVC) promoveu a integração comunitária por meio de percursos de 3 km e 5 km, acolhendo corredores experientes, caminhantes e atletas com deficiência.

Exercício físico como barreira contra o AVC

Iniciativa do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), a ação visa expandir a conscientização para além do ambiente hospitalar. Conforme destacou a médica Renata Nunes, coordenadora do setor de neurologia da unidade, quase 800 pacientes com o diagnóstico já receberam atendimento no local em 2026.

Para a especialista, a transformação nos hábitos cotidianos é o melhor caminho para evitar complicações graves: “A gente fala que depois do AVC, a gente trata, reabilita, faz um monte de coisa, mas quando a gente fala de AVC, o mais importante mesmo é prevenir, é fazer atividade física, ter uma vida saudável e isso muda totalmente o desfecho. Prática regular de atividade física reduz o risco cardiovascular, e esse é o recado que a gente quer trazer.”

A médica explicou que a proposta surgiu para aproximar profissionais de saúde e pacientes reabilitados, incentivando a população a sair do sedentarismo. “O esporte muda totalmente o cenário de vida da pessoa, eu estou falando fisicamente e psicologicamente. Sair de casa traz outra energia. Se eu pratico 30 minutos de atividade física três vezes por semana, o risco de AVC reduz em torno de 20%. Isso é muito importante.”

Fatores de risco e sinais de alerta

A diretora do HGCA, Cristiana França, reforçou a gravidade do cenário clínico ao lembrar que a instituição contabiliza por volta de 1.400 internações motivadas por AVC anualmente. “Há seis anos que nós estamos juntos trabalhando em cima da divulgação da prevenção para essa grave doença que não só mata no Brasil, mas no mundo. Então, estamos todos juntos para divulgar uma das práticas mais importantes para a prevenção do AVC, que é o exercício físico.”

Além da inatividade física, elementos como hipertensão, diabetes, taxas elevadas de colesterol, obesidade, tabagismo e histórico familiar elevam o perigo da condição. A coordenadora de neurologia ponderou, no entanto, que o foco deve estar no controle do estilo de vida: “Mas é importante atuar principalmente naquilo que se pode modificar. Uma alimentação rica em frutas, verduras, fibras, evitar embutidos e enlatados, faz muita diferença também.”

O reconhecimento precoce dos sintomas também é decisivo para diminuir sequelas e salvar vidas. Renata Nunes ressaltou a urgência de atendimento médico imediato diante de sinais característicos: “O mais importante é entender se a pessoa tem um lado fraco de uma hora para outra, boca torta, fala embolada, pode ser um AVC. E alteração de sensibilidade de um lado de uma hora para outra também pode ser um AVC.”

Superação e inclusão nas pistas

Nas ruas, o evento premiou os três primeiros colocados gerais e entregou medalhas de participação a todos que completaram os trajetos. O caráter inclusivo foi celebrado pelo estreante Gleidson Alan: “É a primeira vez que eu participo dessa corrida do Clériston. É bom que dá oportunidade a todos participarem.”

Adepta das corridas há três anos, Daiana Alcântara completou os 5 km com foco no autocuidado. “É uma corrida que tem uma mensagem muito forte. Prevenção ao AVC é importante, e fora que a própria corrida nos faz isso. Cuidar da saúde, da qualidade de vida. Eu já corro há três anos, estou sempre participando”, relatou, complementando que o pódio fica em segundo plano: “A colocação não é tão importante. O importante é a gente vir e se superar. E outra, a gente tem mais opção nos nossos dias de folga, que não seja dormir pensando nas dívidas.”

Para o técnico de manutenção Raimundo Oliveira, acostumado a provas de rua na região, a prática esportiva é igualmente valiosa para a saúde mental e as relações humanas. “É muito importante na saúde de todos. Eu acredito que a corrida é um dos esportes melhores para a saúde das pessoas que têm depressão, que estão passando por alguma dificuldade”, pontuou, concluindo sobre o clima do encontro: “Aqui é o melhor lugar para fazer amizade. Inclusive fiz amizades aqui com pessoas maravilhosas.”

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