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Feira de Santana tem salto de 5.600% nos casos de chikungunya

Casos de chikungunya saltam de 18 para 1.027 em um ano em cidade na Bahia

Um avanço expressivo de chikungunya acendeu o alerta epidemiológico em Feira de Santana, segundo maior município da Bahia. Entre janeiro e setembro deste ano, a cidade contabilizou 1.027 confirmações da infecção, cenário que representa um crescimento superior a 5.600% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando apenas 18 ocorrências haviam sido registradas.

O salto também se reflete no volume de quadros prováveis da enfermidade transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. De acordo com o levantamento da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), as notificações suspeitas subiram de 29 para 1.765 nos primeiros nove meses de apuração.

Bairros com maior incidência da doença

O mapeamento da Vigilância Epidemiológica apontou que a transmissão está concentrada com maior intensidade em quatro localidades da cidade: Queimadinha, Tomba, Mochila e Cidade Nova. As estatísticas registradas nessas regiões servem para orientar o trabalho preventivo e os bloqueios de campo executados pelos agentes de combate às endemias.

Com o índice de contágio acima dos parâmetros esperados para o período sazonal, a administração municipal ampliou a capacitação de profissionais que atuam nas redes pública e particular. A intenção é agilizar a identificação clínica, o fechamento dos diagnósticos e o atendimento adequado a pacientes com suspeitas de arboviroses.

Sintomas característicos e exames disponíveis

A chikungunya costuma provocar febre repentina associada a dores intensas e inchaço nas articulações — acometendo frequentemente mãos, punhos, tornozelos e ombros. Os pacientes também podem apresentar cefaleia, dores musculares, náuseas e manchas vermelhas pelo corpo. Diante desses sinais, a orientação das autoridades médicas é procurar acolhimento imediato em uma unidade de saúde.

Para diferenciar a doença de outras infecções, a rede municipal disponibiliza exames laboratoriais divididos conforme o tempo de evolução dos sintomas:

Do 1º ao 5º dia: indicação para a realização do exame molecular RT-PCR.
A partir do 6º dia: solicitação de testes sorológicos, conforme avaliação médica.

Em Feira de Santana, a triagem e a coleta dos materiais ocorrem nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), nas policlínicas e no Centro de Saúde Especializado (CSE), localizado na Rua Francisco Martins, no bairro Ponto Central. As amostras são encaminhadas e analisadas pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen).

Prevenção contra o mosquito transmissor

A contenção dos focos do vetor exige a participação ativa dos moradores. A principal barreira contra novas transmissões envolve a eliminação rotineira de locais com água parada, a limpeza e vedação completa de caixas-d’água e reservatórios, além da aplicação contínua de repelentes corporais.

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