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Família de Netinho evita o número 13 em aviso de missa de 7º dia

Em post de missa de 7º dia, família de Netinho se recusa a escrever que cantor morreu no dia 13 de outubro: '12+1'

Familiares do cantor Netinho mantiveram a aversão declarada do músico ao número 13 até mesmo na divulgação de sua missa de sétimo dia. No comunicado oficial sobre a cerimônia religiosa, a data da morte do artista foi registrada como “12 +1/10/2016”, preservando a recusa do baiano em escrever ou pronunciar o algarismo historicamente identificado com o Partido dos Trabalhadores (PT).

Despedida na Igreja do Bonfim e causa da morte

O ato em memória do artista está marcado para esta segunda-feira (19), às 12h, na tradicional Igreja do Bonfim, em Salvador, sendo aberto à presença de fãs e admiradores. O velório e a cremação, ocorridos na quarta-feira (14), foram restritos exclusivamente a parentes e pessoas próximas.

Netinho morreu aos 60 anos em decorrência de complicações de um linfoma não Hodgkin do tipo B, enfermidade que tratava há mais de um ano. Internado em um hospital da capital baiana, o quadro clínico evoluiu nos últimos momentos para falência renal e disfunção de múltiplos órgãos.

O costume de usar “12+1” e a atuação política

A recusa ao número 13 já era uma marca pessoal do cantor em suas redes sociais. Em diversas ocasiões anteriores — como em postagens feitas em 13 de março, 13 de abril e 13 de junho —, o músico utilizava a soma “12+1” para contornar a menção direta ao número da legenda adversária.

Netinho era abertamente alinhado a Jair Bolsonaro, declarava-se anticomunista e teve uma única participação em disputas eleitorais: em 2022, concorreu a uma vaga de deputado federal pelo PL, mas não conseguiu votos suficientes para ser eleito.

Disputa jurídica pelo uso da música “Milla”

A militância partidária do cantor também rendeu atritos na Justiça. Em 2021, Netinho esteve em um ato político na Avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu manifestantes pró-Bolsonaro com faixas pedindo intervenção militar. Na ocasião, ele cantou a música “Milla” ao lado da deputada federal Carla Zambelli (então no PSL-SP).

A canção, criada por Manno Góes e gravada em 1996, impulsionou Netinho em nível nacional. Contrário à associação da obra com o evento, o compositor notificou a parlamentar para que o vídeo fosse retirado da internet. A gravação só foi excluída após decisão liminar do juiz Érico Rodrigues Vieira, da 3ª Vara Cível de Salvador, sob pena de multa diária fixada em R$ 5 mil.

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