A Polícia Civil da Bahia abriu investigação para apurar um incêndio criminoso em uma residência localizada no bairro Guarani, em Vitória da Conquista, no sudoeste do estado. O imóvel teria sido utilizado por um dos envolvidos no sequestro de uma criança de 11 meses ocorrido dias antes. Durante a perícia realizada no local na noite de quinta-feira (15), os agentes encontraram ossadas humanas.
Investigação do incêndio e imagens de segurança De acordo com as autoridades policiais, registros de câmeras de monitoramento flagraram indivíduos suspeitos acessando o interior do imóvel momentos antes de as chamas se alastrarem. Os inquéritos que apuram tanto o ato incendiário quanto o rapto da criança devem ser finalizados em breve.
Origem dos restos mortais Sobre as ossadas localizadas no interior da residência, a corporação destacou que, preliminarmente, não há elementos que liguem os restos mortais a práticas criminosas violentas. A principal linha de apuração indica que o material possa ter sido removido de cemitérios para a execução de rituais religiosos, embora apenas os laudos periciais possam confirmar a procedência exata dos ossos.
O sequestro e resgate do bebê O caso teve início na noite de terça-feira (13), quando a criança estava na companhia do irmão de 15 anos em uma praça situada no distrito de Ponto do Astério, em Firmino Alves. Um homem armado desceu de um automóvel preto, raptou o menino e fugiu, enquanto o pai tentou perseguir o veículo sem sucesso. No dia seguinte, o bebê foi localizado em uma barraca de praia na zona sul de Ilhéus apresentando o cabelo pintado, sendo posteriormente levado a um hospital onde passou três dias internado antes de receber alta no sábado (17).
Prisão dos suspeitos e apreensões No mesmo dia do resgate, duas pessoas foram autuadas em flagrante a bordo de um Kia Sportage abordado na rodovia BA-130, na altura de Ibicuí. No interior do veículo, que ostentava divergência entre placa e chassi além de restrição judicial, a polícia encontrou um revólver, fraldas, leite em pó, mamadeiras, chupetas e lenços umedecidos. Os detidos foram encaminhados à delegacia de Itapetinga e responderão por sequestro e cárcere privado de menor, porte ilegal de arma, receptação qualificada e adulteração de sinal identificador.









