A sede da Associação de Moradores do bairro Caseb, localizada em Feira de Santana, foi invadida e vandalizada durante o último final de semana. O imóvel, que atualmente passa por obras de melhoria e ampliação, teve diversos materiais de construção e mantimentos levados pelos suspeitos.
Ação criminosa em projeto social O local mantinha uma parceria com a Paróquia Nossa Senhora de Fátima para a produção e distribuição de sopas e pães voltados à população de rua e famílias carentes da região. Segundo o presidente da entidade, conhecido como Professor Luizinho, os criminosos aproveitaram a fragilidade do prédio por causa das intervenções estruturais em andamento.
As invasões ocorreram em dois dias consecutivos, sendo registradas no sábado e no domingo pelas câmeras do circuito interno de segurança.
Relato da diretoria “Fomos avisados por moradores que tinham vândalos entrando na associação, passando por cima do muro, que a gente depois viu nos vídeos, entrando na cozinha. A cozinha está tendo uma reforma, que é de um projeto de parceria com a paróquia Nossa Senhora de Fátima, é um projeto social. Esse projeto social é distribuir sopa e pães”, contou Professor Luizinho.
Nas imagens analisadas pela direção, é possível observar a participação de dois indivíduos na ação criminosa. Os suspeitos acessaram o interior do imóvel pela cozinha, subtraindo insumos como frango e carnes destinados ao projeto solidário, além de botijões de gás e fiação elétrica recém-comprada para a nova iluminação.
Prejuízos ao posto de saúde vizinho “A gente percebeu que eles também adentraram no postinho de saúde, desligaram um alarme, mudaram a posição da câmera, entraram e pegaram até o micro-ondas, que hoje achamos do lado de fora. Iriam raspar o tacho mesmo, e a gente fica triste, porque a gente rala muito para que essa entidade possa atender bem a sociedade dos bairros adjacentes.”
Atualmente, o espaço presta assistência a mais de 500 pessoas na comunidade, incluindo cerca de 200 idosos que frequentam atividades matinais de segunda a sexta-feira.
Busca por justiça e reforço na segurança “A gente está fazendo uma reforma, há uma cobrança no mês, e a gente quer ver se amplia o muro. Tudo isso é investimento e a gente precisa dessa ajuda. Não entraram na igreja, porque tem uma empresa de segurança, tem alarme, tudo o que tem direito à igreja. A gente que não tem associação. A gente está fazendo o levantamento com o pedreiro e está levando para a polícia, com os vídeos que recebemos para apresentar lá, para poder tirar esses malandros do meio familiar, do meio da sociedade.”
Os dirigentes responsáveis planejam entregar os registros em vídeo e a lista completa de prejuízos às autoridades policiais para identificar os envolvidos e recuperar o patrimônio da comunidade.









