A deputada federal Roberta Roma (PL) apresentou melhora em seu quadro clínico e foi transferida da unidade semi-intensiva para um apartamento do Hospital Cárdio Pulmonar, localizado na capital baiana, nesta segunda-feira (19). A parlamentar está sob cuidados médicos desde a última quinta-feira (15), período em que buscou atendimento hospitalar após relatar dores no peito, episódio que marca a segunda ocorrência semelhante em um intervalo de pouco mais de 15 dias.
Evolução clínica e previsão de alta médica
De acordo com informações divulgadas pela assessoria da política, a equipe médica estabeleceu a expectativa de que a paciente seja liberada para retornar para casa nesta terça-feira (20), desde que seu estado de saúde permaneça estável e com boa resposta aos procedimentos adotados.
A investigação médica resultou no diagnóstico de vasoespasmo coronariano, condição caracterizada por uma contração temporária das artérias que irrigam o coração. Após passar por um período de repouso, monitoramento constante e intervenção medicamentosa, a parlamentar encontra-se assintomática e com parâmetros estáveis.
“A boa evolução e os resultados satisfatórios dos exames complementares indicam que ela deverá receber alta hospitalar em breve, provavelmente nesta terça-feira (20), para acompanhamento ambulatorial”, afirmam o cardiologista Adriano Martins e o clínico geral Silvestre Sobrinho, responsáveis pelo acompanhamento da deputada desde sua primeira internação, no mês passado.
Histórico recente de internações cardiológicas
Durante sua estadia no hospital em Salvador, a deputada tem contado com a presença constante do marido, João Roma, além de outros familiares e amigos próximos que se revezam em visitas.
O episódio atual ocorre semanas após outro susto de saúde envolvendo a parlamentar. No final de setembro, às vésperas do período eleitoral, ela permaneceu internada por quatro dias após sofrer um infarto, recebendo alta médica apenas em 30 de setembro daquele mês.
Naquela ocasião, o quadro teve início no dia 26 de setembro, quando ela sentiu fortes dores no peito enquanto cumpria agenda no município de Cruz das Almas, situado no Recôncavo baiano. Inicialmente atendida em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local, ela foi transferida para Salvador, onde realizou seu primeiro cateterismo cardíaco.
Embora o exame inicial não tenha apontado obstruções severas nas artérias coronárias, a persistência dos sintomas exigiu um novo cateterismo três dias mais tarde. O procedimento subsequente identificou a presença de doença coronariana, o que motivou a implantação de um stent para normalizar o fluxo sanguíneo na região cardíaca afetada, com sucesso na intervenção.









