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Justiça solta policial militar investigado na operação skywalker

Justiça solta PM da reserva investigado por ligação entre facção de Feira de Santana e do Rio de Janeiro

Um policial militar da reserva, que estava preso preventivamente no âmbito da operação skywalker, teve sua liberdade concedida pela Vara dos Feitos Relativos a Tóxicos e Acidentes de Veículos da Comarca de Feira de Santana.

Fundamentos da soltura e medidas cautelares A ordem de soltura foi assinada pela juíza titular Marcele de Azevedo Rios Coutinho na última segunda-feira (19). O militar acumulava cerca de um ano e meio de detenção desde a primeira fase da ação policial, ocorrida em abril de 2025, e a liberação foi concretizada na terça-feira no Batalhão de Choque da Polícia Militar, situado em Lauro de Freitas.

Para responder ao processo em liberdade, o réu precisará cumprir exigências rigorosas. Entre elas estão a atualização cadastral obrigatória, a proibição de se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização judicial — com exceção do deslocamento para uma cirurgia —, a proibição absoluta de contato com corréus e testemunhas, além de recolhimento domiciliar noturno e integral nos finais de semana e feriados. Caso qualquer regra seja descumprida, a prisão preventiva será retomada imediatamente.

Parecer do ministério público e saúde A revogação da prisão ocorreu após o próprio Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) mudar seu entendimento e emitir parecer favorável à substituição por medidas cautelares alternativas. A magistrada levou em conta o tempo já cumprido de custódia, a ausência de fatos novos e a comprovação de que o investigado tem um procedimento cirúrgico agendado para o próximo dia 27 de outubro no Hospital de Brotas, em Salvador.

Contexto da operação skywalker A investigação é conduzida por forças de segurança baianas, incluindo Polícia Civil, MPBA, Gaeco e Draco/LD, com o objetivo de desarticular o braço financeiro e logístico de uma facção com base em Feira de Santana e conexões com o Rio de Janeiro. A primeira fase, realizada em 30 de abril de 2025, resultou em 17 prisões em diferentes estados e no bloqueio de mais de R$ 84 milhões em contas de empresas de fachada. A segunda etapa, em julho do mesmo ano, mirou operadores financeiros e elevou para 32 o número de pessoas denunciadas formalmente.

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