A expansão dos qr codes como ferramenta ágil para transações financeiras passou a ser explorada por estelionatários, gerando um alerta oficial da Federação Brasileira de Bancos sobre a prática criminosa conhecida como quishing.
Como funciona a fraude no ambiente físico e digital
A incidência do golpe se divide entre o meio virtual e o presencial. Em ambientes online, marginais invadem e-commerces para trocar códigos ou burlam sistemas para que o dinheiro vá para contas laranjas. Já nas lojas físicas, o esquema envolve a colagem de adesivos com códigos adulterados sobre os originais em locais como restaurantes, estacionamentos e feiras, além de fraudes em boletos impressos.
Dicas essenciais de prevenção
Para evitar prejuízos financeiros, especialistas recomendam atenção redobrada antes de finalizar qualquer operação monetária.
- Dê preferência a plataformas e sites oficiais de compras.
- Evite clicar em links de redes sociais ou mensagens para iniciar pagamentos.
- Inspecione fisicamente o código para verificar se há adesivos sobrepostos.
- Desconfie de promoções exageradas ou pressão para transferências urgentes.
“Antes de concluir qualquer pagamento por QR Code, é fundamental conferir os dados exibidos pelo aplicativo da instituição financeira, principalmente o nome do recebedor e o valor da transação. Essa simples verificação pode revelar uma adulteração antes que o dinheiro seja transferido”, afirma Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban.
“Em ambientes físicos, o consumidor também deve observar o próprio código antes da leitura e desconfiar de adesivos sobrepostos ou sinais de alteração. A conferência dos dados do recebedor representa uma importante camada adicional de proteção e pode ajudar a identificar tentativas de fraude antes que o pagamento seja efetivado”, complementa.
O rigor na conferência das informações exibidas na tela do celular antes de confirmar o envio de recursos continua sendo a barreira mais eficiente contra essa modalidade de crime financeiro.









