Uma marca de azeite de oliva argentino que possui proibição sanitária em vigor desde 2021 voltou a ser interceptada por autoridades policiais em território catarinense, evidenciando falhas na fiscalização de produtos estrangeiros.
Histórico de irregularidades do produto
O item em questão é o azeite da marca Valle Viejo, cujo veto total foi decretado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abrangendo a fabricação, comercialização, distribuição e divulgação de todos os seus lotes no país.
A medida restritiva inicial ocorreu devido a graves problemas de rotulagem, incluindo dados falsos e incompletos que impediam o rastreamento da origem real, além da importação clandestina por meio de um estabelecimento com identidade oculta.
Laudos laboratoriais negativos
Além dos óbices documentais, o óleo comestível foi reprovado em testes conduzidos pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento (Mapa), que identificaram violações das normas de identidade, composição e qualidade estabelecidas pelas leis federais.
A falta de dados precisos sobre a fabricação impede qualquer garantia de que o líquido engarrafado seja realmente o alimento anunciado, expondo compradores a potenciais ameaças à saúde e impedindo a responsabilização dos importadores.
Operação policial em Santa Catarina
Mesmo diante da interdição plurianual, o produto foi localizado no último domingo (18) na rodovia BR-153, situada na cidade de Porto União, na região do Planalto Norte catarinense.
Durante uma checagem de rotina por volta das 14h, guarnições da Polícia Militar e da Polícia Militar Rodoviária interceptaram um veículo de carga após notarem comportamento suspeito no motorista.
Apreensão de bebidas e combustíveis
Na vistoria do compartimento de cargas, os agentes encontraram 27 galões do azeite irregular, somados a cerca de nove mil garrafas de vinho de procedência argentina desacompanhadas de documentação fiscal.
O veículo e toda a mercadoria foram confiscados pelas equipes de segurança e encaminhados à Delegacia de Polícia Federal para a instauração dos trâmites legais, reforçando que o artigo banido segue encontrando brechas para circular clandestinamente no Brasil.









