Home / Notícias / Seca extrema dizima safra e deixa campo em situação crítica na Bahia

Seca extrema dizima safra e deixa campo em situação crítica na Bahia

Seca provoca perda de quase 100% na produção rural de Feira de Santana, diz secretário

A estiagem prolongada causou a perda de quase 100% da produção rural em Feira de Santana em 2026, de acordo com o secretário municipal de Agricultura e Recursos Hídricos, Silvaney Araújo. Mesmo com a distribuição de mais de 100 toneladas de sementes, o município não conseguiu registrar uma safra satisfatória até o momento.

Vistoria técnica e pedido de seguro

Uma inspeção feita em setembro por um técnico da secretaria confirmou os estragos nas comunidades do campo. Os dados levantados foram enviados ao governo federal acompanhados de um pedido formal para inclusão no programa Seguro-Safra.

“Está uma perda muito grande, começou uma procura muito grande também por água para a produção. Os barreiros todos sendo secados, os animais começaram a passar sede e fome. Está sendo um prejuízo muito grande no município. A nossa produção caiu quase 100% no município”, afirmou Silvaney.

Elaboração de estratégias de emergência

Diante da gravidade do cenário que afeta o cultivo e a pecuária local, a pasta municipal elabora um plano de ação. A proposta será alinhada com o prefeito José Ronaldo de Carvalho na próxima semana.

Além disso, está prevista uma reunião na terça-feira, dia 20 de outubro, com gestores de cidades da mesma região para redigir um documento conjunto cobrando suporte das esferas estadual e federal.

“Até o momento, estamos trabalhando só nos municípios. Não temos ajuda nenhuma do governo federal nem do governo estadual. A gente precisa ter essa ajuda porque o homem do campo está sofrendo, está sem safra, sem produção dos animais, sem água e a fome começa a bater na nossa porta”, declarou.

Parcerias com Defesa Civil e Exército

Para amenizar os impactos da seca extrema, a gestão municipal pretende acionar o Exército e a Defesa Civil, buscando ampliar o suporte logístico e assistencial aos produtores afetados.

Previsão de chuvas apenas para o próximo ano

Com base em boletins de agências climáticas repassados pela Defesa Civil, volumes expressivos de precipitação capazes de reabastecer os mananciais e viabilizar novos plantios só devem retornar a partir de abril.

“Não ficaremos totalmente sem chuva até lá, mas chuva satisfatória que possa fazer água, possa nascer comida para os animais e possa ter o plantio, só a partir de abril. É assim que as agências climáticas estão passando as informações para a gente”, explicou.

Por fim, o secretário alertou sobre os desdobramentos prolongados do fenômeno climático El Niño e reforçou a necessidade de estratégias estruturadas para proteger a agricultura familiar e os produtores locais.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *