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Lixão na Baraúna gera revolta e prefeitura anuncia multas

Moradores denunciam lixão em rua no bairro Baraúna, em Feira de Santana; Sesp esclarece medidas de limpeza

O acúmulo desordenado de resíduos sólidos tem tirado o sossego de quem reside na Rua General Costa e Silva, situada no bairro Baraúna, em Feira de Santana. O local transformou-se em um depósito a céu aberto com restos de madeira, galhos, móveis descartados como colchões e sofás, além de carcaças de bichos sem vida, gerando apreensão diária na vizinhança.

Riscos à saúde e abandono da infraestrutura local

A proliferação de pragas urbanas é a principal preocupação dos residentes da área. O morador Carlos Wellington, conhecido popularmente como Leto, expressou o incômodo diante da degradação do espaço. “Nesse lixão aqui, atrás tem rato e atrai todos os tipos de animais peçonhentos para dentro de casa”, relatou.

Somado ao montante de entulho, o trecho sofre com o desgaste da pavimentação. A presença constante de crateras na pista e a vegetação densa que invade as calçadas restringem a passagem de quem circula a pé. O cenário se deteriora ainda mais em dias chuvosos, quando a mistura de água empoçada e barro bloqueia o tráfego viário e dificulta a rotina dos moradores, que cobram providências do poder público.

Ponto autorizado para entrega de resíduos

Diante dos protestos da comunidade, a administração municipal detalhou que há estrutura adequada para evitar o despejo clandestino na redondeza. O secretário de Serviços Públicos, Justiniano França, destacou que um depósito provisório funciona na Rua Marquês de Abrantes, também no bairro Baraúna.

“Tem uma caixa que pode receber esse material de carroceiros ou alguém que tem uma picapezinha e vai fazer um descarte de 200, 300 quilos, pode levar para esse local. Nós temos lá um orientador ambiental, nós temos um agente de limpeza orientando para que ninguém faça esse descarte de forma irregular em qualquer lugar da cidade”, explicou.

Fiscalização ostensiva e sanção a partir de R$ 1 mil

A partir da próxima semana, as ações de monitoramento da Secretaria Municipal de Serviços Públicos (Sesp) serão intensificadas com foco direto nos infratores. A legislação do município permite a penalização não apenas do condutor que faz o frete irregular, mas do proprietário que produziu o resíduo.

“A nossa lei diz que a responsabilidade pelo descarte irregular não é só do transportador, também de quem gera o descarte. Então, nós vamos começar a punir quem estiver transportando, que tem que informar quem foi que gerou esse resíduo, para que ele possa ser punido também pela nossa lei. Porque não tem cabimento eu contratar, você contratar alguém para descartar e não saber onde está sendo colocado esse material, como foi bem colocado pelo cidadão, fechando uma via pública. Então, nós começaremos a fazer esse trabalho para que a gente tenha esse descarte de forma regular, para diminuir de forma considerável na cidade esses pontos de descarte irregular, que prejudicam a população”, afirmou.

O valor base da infração começará em R$ 1 mil. De acordo com o gestor, práticas recorrentes já foram identificadas pelo órgão, a exemplo de condomínios residenciais que contratam carroceiros para desocupar materiais, mas acabam fomentando lixões nas proximidades de sua própria vizinhança.

Remoção de carcaças e controle de mato

Para o descarte correto de animais mortos, a recomendação é acionar o atendimento oficial pelo número 156, sem qualquer custo. “Não tem razão de estar jogando em terreno baldio ou em via pública animais mortos”, afirmou.

A manutenção dos canteiros e calçadas é outro obstáculo enfrentado pela gestão municipal devido ao ritmo acelerado de crescimento das plantas daninhas. A Sesp tem operado com roçagem manual combinada ao uso de maquinário específico nas vias arteriais. Paralelamente, avalia-se a viabilidade do uso de defensivos químicos, condicionado aos limites da legislação ambiental para resguardar a integridade de corpos d’água e mananciais.

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