A Toyota prepara cortes que chegam a R$ 70 mil em modelos comercializados no território brasileiro, refletindo o impacto direto da entrada de montadoras chinesas no setor automotivo nacional.
Impacto asiático na indústria automotiva A ofensiva de veículos eletrificados importados da Ásia, que chegam com valores agressivos e listas fartas de itens de série, tem obrigado marcas tradicionais a reestruturar suas táticas de vendas para não perder espaço para o consumidor do país.
Conforme dados revelados pelo jornalista Jorge Moraes, da CNN Brasil, a diretoria da montadora japonesa estabeleceu uma nova tabela comercial durante um encontro na última sexta-feira, dia 16 de outubro. O plano abrange diversas classes de automóveis para elevar a competitividade frente às novas opções asiáticas.
Queda expressiva no preço do SUV elétrico O corte mais drástico atinge o SUV 100% elétrico Toyota bZ4X, cujo valor despenca de cerca de R$ 419 mil para R$ 349 mil. O abatimento de R$ 70 mil representa aproximadamente 17% de desconto, aproximando o utilitário de rivais diretos como o BYD Sealion.
O modelo elétrico traz duplo propulsor, gerando 343 cv de potência conjunta e sistema de tração integral. O conjunto de baterias de 73,1 kWh garante alcance de 361 quilômetros pelo padrão de aferição do Inmetro.
Ajustes em versões flex e híbridas Outro veículo contemplado é o Corolla Cross XRE, tabelado em R$ 174.990. A configuração emprega motorização 2.0 flex de até 175 cv ligada ao câmbio automático do tipo CVT, reforçando o apelo do SUV para o público familiar.
Já o RAV4 híbrido entra na mesma estratégia de reposicionamento e cai para menos de R$ 300 mil. Na configuração S Hybrid, o utilitário une bloco 2.5 a combustão a um sistema eletrificado, entregando 239 cv totais com tração 4×4 e dispensa de tomada.
Histórico recente de reajustes As mudanças na tabela não param por aí, visto que a caminhonete Hilux e o utilitário esportivo SW4 também receberam cortes recentes em suas tags de preço, evidenciando uma reformulação ampla da marca.
Com essa investida, a fabricante busca reter clientes fiéis à sua reputação, rede de atendimento e garantia estendida de até dez anos, mas que consideram o fator financeiro primordial na decisão de compra. O panorama revela que a chegada das empresas da China transformou as regras da concorrência, forçando as companhias estabelecidas a criarem ofertas bem mais agressivas.









