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Polícia Federal flagra corte de 42% na frota de ônibus de Salvador durante eleições

Fiscalização da PF em garagem de ônibus de Salvador aponta redução de 42% na frota neste domingo de eleição

Uma auditoria realizada pela Polícia Federal em uma garagem de ônibus de Salvador constatou que a circulação de veículos neste domingo de eleição ficou 42,1% menor em comparação a um dia útil convencional. A constatação consta em um relatório oficial de diligência policial que detalha o tamanho da retenção dos coletivos na capital baiana.

Dados da fiscalização policial

O documento aponta que, na garagem 5, situada na Estrada de Pirajá, a escala programada para o domingo contava com apenas 73 veículos ativos pela manhã. Em contrapartida, a previsão para a segunda-feira seguinte na mesma unidade era de 126 ônibus rodando pelas ruas da cidade.

“O confronto dos totais impressos indica diferença de 53 veículos entre os 126 previstos para a segunda-feira e os 73 constantes da programação inicial do domingo, equivalente a 42,1% do parâmetro de 126. Em outras palavras, a programação inicial de domingo corresponde a aproximadamente 57,9% da programação de referência para o dia útil”, diz um trecho do documento.

Vistorias do Procon e imagens aéreas

A operação de fiscalização ocorreu de maneira integrada com a Polícia Civil da Bahia, utilizando drones que registraram “numerosos ônibus estacionados em fileiras e áreas do pátio, além da disposição geral das instalações”. Paralelamente, o Procon inspecionou outras unidades e encontrou índices ainda maiores de defasagem na operação.

Uma segunda garagem na mesma região, que deveria ter 222 coletivos em dias normais, operava com apenas 110 veículos nas ruas no momento da vistoria, configurando uma baixa de 50,5%.

Decisão judicial e justificativa da prefeitura

Diante da gravidade da situação, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia ordenou a normalização imediata do serviço e decretou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, que estava na Europa e teve de se apresentar às autoridades. A prefeitura, por sua vez, argumentou que o imbróglio ocorreu devido à necessidade de remover propaganda eleitoral irregular dos veículos.

“Quem trouxe problemas hoje? Essa é a pergunta a ser respondida”, destacou o prefeito Bruno Reis (União Brasil) ao criticar o que considera uma tentativa de transformar o episódio em uma disputa política.

O caso mobilizou autoridades federais e culminou na determinação do Supremo Tribunal Federal para prorrogar o horário de votação no país, enquanto a prefeitura garantiu que ordenou a liberação dos coletivos independentemente dos adesivos para assegurar o direito ao voto da população.

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