Os quatro magistrados eleitorais de Feira de Santana se reuniram logo após o encerramento do segundo turno para analisar o andamento do pleito e detalhar os desdobramentos práticos da decisão que estendeu o horário de votação até as 19h.
Avaliação positiva e menor índice de falhas nas urnas
Durante o encontro, a juíza Liziane Alves Duarte, titular da 155ª Zona Eleitoral, elogiou o empenho das equipes envolvidas e apontou que o pleito registrou menos ocorrências técnicas com os equipamentos em comparação com a etapa anterior. Ela ressaltou que as máquinas contavam com baterias de suporte e que eventuais trocas foram devidamente acompanhadas por fiscais partidários e registradas em ata.
“Foi um processo que exigiu da gente muito esforço, muita dedicação. Eu quero aqui salientar o trabalho da Justiça Eleitoral, dos servidores da Justiça Eleitoral, dos requisitados. Então é uma mão de obra que a gente conta especializada, pessoal preparado, né, que sabe de TI, de tecnologia, sabe fazer esse trabalho que a gente precisa com as urnas. O momento da apuração, então a gente tem uma equipe muito ampla e que ajuda a gente a conduzir esse processo da melhor forma”, afirmou a juíza.
O fator tempo e a chegada tardia da determinação
Sobre a ampliação do horário, a magistrada explicou que a medida exigia comunicação oficial prévia para sua execução. Apenas cinco colégios eleitorais sob sua jurisdição permaneceram com as portas abertas por ainda possuírem eleitores votando no momento em que a ordem foi oficializada.
O juiz Wagner Ribeiro, responsável pela 157ª Zona Eleitoral, complementou que o aviso chegou quando o processo já estava praticamente finalizado, tornando inviável a reabertura de urnas que já haviam emitido os boletins correspondentes.
“Então, faltando pouquíssimos minutos para encerrar a votação, o Supremo deu uma decisão, nós estamos aqui para cumprir a decisão do Supremo, obviamente, mas não temos como cumprir algo que de imediato que já foi depois do horário de encerramento da votação. Então, isso não é possível”, declarou o magistrado.
Contexto da decisão do Supremo Tribunal Federal
A ordem para estender o horário de votação partiu do ministro Cristiano Zanin, do STF, em resposta a denúncias de restrições na circulação de transporte público que prejudicariam o deslocamento dos eleitores. Contudo, após ponderações do Tribunal Superior Eleitoral sobre o fechamento antecipado das seções, o entendimento foi ajustado para abranger apenas locais com votação ativa, resultando na suspensão temporária da totalização dos votos até as 19h.









