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Hipertensão atinge 28% dos estudantes em escolas de três estados

Estudo identifica hipertensão em 28,3% dos jovens avaliados em escolas de três estados brasileiros

Um levantamento recente conduzido pela Sociedade Brasileira de Cardiologia apontou que 28,3% das crianças e adolescentes avaliados em instituições de ensino de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul sofrem de hipertensão arterial. A pesquisa, realizada entre junho e outubro de 2026, também diagnosticou pré-hipertensão em 11,6% dos estudantes, acendendo um sinal de alerta para a saúde pública.

Obesidade e o impacto na pressão arterial

O estudo contou com 6.092 participantes distribuídos em 38 colégios e demonstrou uma forte correlação entre o excesso de peso e a pressão alta. Aproximadamente um terço dos jovens estava acima do peso ideal, sendo 19,5% com sobrepeso e 13,6% com obesidade. Entre o grupo obeso, a incidência da pressão alta disparou para 48,4%, alcançando a marca expressiva de 60,5% na faixa etária de 15 a 18 anos.

Influência do sedentarismo e das telas

Fatores como má alimentação, falta de exercícios e estresse contribuem diretamente para o agravamento do risco cardiovascular. Cerca de 59% dos voluntários dedicavam mais de três horas diárias ao uso de telas fora do horário escolar, com forte predominância do celular, citado por 86%, e da televisão, por 80%.

Em contrapartida, dois terços dos alunos praticavam apenas de uma a duas horas de atividades físicas semanais fora do ambiente escolar, embora 93% participassem de aulas de educação física na escola.

Diagnóstico precoce e prevenção

Como a pressão alta na infância raramente apresenta sintomas aparentes, os especialistas reforçam a importância de aferições periódicas. A Academia Americana de Pediatria recomenda que a medição ocorra anualmente a partir dos três anos de idade em consultas pediátricas.

O diagnóstico na infância exige avaliação médica especializada, uma vez que os parâmetros de normalidade mudam conforme a idade, estatura e circunferência do braço dos pacientes.

A detecção precoce permite o controle do quadro por meio de ajustes na rotina, muitas vezes dispensando o uso de fármacos. Recomendações da Sociedade Europeia de Cardiologia indicam que todo o núcleo familiar adote hábitos saudáveis, incluindo dietas ricas em fibras, redução de sódio e açúcares, prática diária de exercícios físicos e restrição do tempo de tela a duas horas por dia.

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