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Prefeito de Salvador culpa adesivos de Lula por sumiço de ônibus

Prefeito de Salvador está no segundo mandado e já foi vice-prefeito em gestão de ACM Neto

O prefeito Bruno Reis (União Brasil) justificou que a retenção dos ônibus nas garagens das empresas de Salvador, ocorrida no segundo turno das eleições, foi provocada pela necessidade de retirar propaganda eleitoral indevida. De acordo com o chefe do executivo municipal, veículos da frota municipal circulavam com adesivos do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Impacto na frota e votação

A votação do segundo turno na capital baiana foi fortemente marcada pela escassez de transporte público. Desde o período da manhã de domingo, moradores relataram dificuldades para se locomover, situação que resultou em denúncias formais e medidas judiciais. A administração municipal apontou que o transtorno decorreu de uma mobilização de indivíduos vinculados ao Sindicato dos Rodoviários, evidenciada por registros visuais que mostravam os adesivos proibidos colados nos coletivos.

A contagem oficial indicou inicialmente que pelo menos 75 coletivos foram impedidos de iniciar as operações. Outros levantamentos conduzidos ao longo do dia revelaram cenários ainda mais graves: uma fiscalização realizada pela Polícia Federal (PF) em uma das garagens constatou uma retração de 42,1% na frota, totalizando 53 veículos a menos em circulação na comparação com um dia útil convencional. Paralelamente, o Procon contabilizou 944 ônibus parados nas instalações das empresas OT Trans e Integra Plataforma.

Posição da prefeitura e desdobramentos judiciais

Conforme o relato do prefeito Bruno Reis, a operação de limpeza da propaganda irregular acabou atrasando a liberação dos veículos. A gestão alegou que, ao notar o impacto do procedimento, ordenou a liberação imediata da frota, embora moradores tenham continuado a relatar uma circulação deficitária de ônibus durante todo o período da tarde.

Como desdobramento da crise no sistema de transporte, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) expediu um mandado de prisão contra o secretário de transporte de Salvador, Pablo Souza. O cumprimento da ordem judicial permanece pendente, visto que o secretário encontra-se atualmente na França.

Por meio de nota oficial, Pablo Souza declarou que emitiu um decreto durante a semana exigindo que as concessionárias cumprissem as normativas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ressaltando que o texto proibia expressamente qualquer manifestação política nos veículos. O secretário reiterou que a ordem inicial era remover a publicidade antes da liberação, mas que, diante do impacto eleitoral gerado pelo atraso, optou-se por autorizar a saída dos coletivos mesmo mantendo os adesivos.

No cenário político estadual, Bruno Reis atuou no apoio a ACM Neto (União Brasil) durante a disputa pelo governo da Bahia no primeiro turno, pleito em que o ex-prefeito foi derrotado por Jerônimo Rodrigues (PT). Já no segundo turno da eleição presidencial, o prefeito soteropolitano declarou voto em Flávio Bolsonaro (PL), participando inclusive de ato público no Farol da Barra ao lado de ACM Neto e votando com vestimentas nas cores do Brasil e adesivos do candidato carioca.

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