Pablo Souza, secretário municipal de Mobilidade de Salvador, retornou à capital baiana na tarde desta segunda-feira (26) após ter sua prisão revogada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Para escapar da imprensa que o aguardava no aeroporto local, o gestor utilizou uma rota alternativa reservada para autoridades, evitando qualquer contato com jornalistas.
Coletiva de imprensa marcada para esta terça-feira Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) comunicou que o titular da pasta conversará com os profissionais de comunicação em uma entrevista coletiva agendada para a terça-feira (27).
Revogação da ordem de prisão A detenção havia sido decretada no domingo (25), mas foi cancelada no dia seguinte pelos magistrados eleitorais. O órgão justificou que o fim do período de votação esvaziou a urgência da medida, somado ao fato de que o Ministério Público Eleitoral não havia requerido tal custódia. Contudo, os magistrados ressaltaram que a anulação não representa absolvição nem afasta a suspeita de prática criminosa.
Investigação sobre a redução da frota A Procuradoria Regional Eleitoral e a Polícia Federal receberam ordens judiciais para apurar uma possível queda superior a 50% na circulação dos coletivos durante o pleito. A Prefeitura de Salvador, a própria pasta de mobilidade e as companhias concessionárias receberam um prazo de 48 horas para entregar documentos comprobatórios sobre a operação do transporte público no dia da votação.
Apuração de crimes eleitorais O objetivo central da investigação conduzida pelo TRE é identificar os responsáveis pela diminuição do serviço e verificar se houve dolo para prejudicar o deslocamento dos eleitores. A apuração analisa potenciais infrações penais, como a tentativa de embaraçar o direito ao voto e o descumprimento de determinações da Justiça.
Crise no transporte público e caronas solidárias O segundo turno na capital baiana ficou marcado por fortes transtornos devido à retenção de veículos nas garagens das empresas concessionárias. Desde as primeiras horas da manhã, passageiros relataram a ausência de coletivos nas ruas, motivando diversas denúncias e medidas judiciais.
Enquanto a prefeitura atribuiu o impasse a um protesto do Sindicato dos Rodoviários — destacando o uso irregular de adesivos de campanha em alguns veículos —, órgãos de fiscalização registraram números alarmantes. Uma diligência da Polícia Federal apontou queda de 42,1% em uma das garagens, enquanto o Procon contabilizou 944 coletivos parados nas garagens da OT Trans e da Integra Plataforma. Diante da falta de transporte, moradores se mobilizaram nas redes sociais e em pontos da cidade para oferecer caronas solidárias aos eleitores.









