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Weg anuncia troca de vice-presidente após quase quatro décadas

Gigante brasileira que lucra mais de R$ 18 milhões por dia troca executivo após 37 anos

A Weg, multinacional brasileira reconhecida no mercado por sua forte atuação no setor de equipamentos elétricos, confirmou uma importante alteração em sua cúpula diretiva com a saída do vice-presidente de Energia.

A trajetória de João Paulo Gualberto da Silva na empresa

João Paulo Gualberto da Silva encerrará sua trajetória de 37 anos na organização no dia 31 de dezembro. Engenheiro eletricista formado pela Universidade do Estado de Santa Catarina e com pós-graduação em Comércio Exterior pela Universidade da Região de Joinville, o executivo construiu toda a sua carreira na companhia catarinense.

Ao longo de quase quatro décadas, ele passou pelo setor comercial, comandou operações de vendas nos Estados Unidos e esteve à frente da divisão de Novas Energias, liderando o avanço nos mercados eólico e solar antes de alcançar a vice-presidência.

O novo vice-presidente de energia

Para o posto, a empresa promoveu uma sucessão interna, escalando Paulo Leonardo da Silva Sinoti, que assumirá a função em 1º de janeiro de 2027. O novo dirigente acumula mais de trinta anos de casa.

Formado em Tecnologia Mecânica com ênfase em Manufatura pela Sociedade Educacional de Santa Catarina e com especialização em Administração pela Fundação Getulio Vargas, Sinoti esteve à frente das unidades industriais de Sertãozinho, no interior paulista, e atualmente lidera a diretoria de Soluções em Energia & Serviços, com foco no desenvolvimento de negócios internacionais. A transição foi validada pelo Conselho de Administração em 20 de outubro.

Balanço financeiro e lucro bilionário

A reestruturação na liderança foi divulgada em 21 de outubro, data em que a fabricante apresentou um lucro líquido de R$ 1,665 bilhão referente ao terceiro trimestre de 2026. O montante representa uma média diária superior a R$ 18,1 milhões ao longo dos 92 dias do trimestre.

No período, a receita operacional líquida alcançou R$ 10,86 bilhões, assinalando um crescimento de 5,7% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, enquanto o Ebitda chegou a R$ 2,35 bilhões.

Desafios e mercado externo

Apesar dos resultados robustos, a margem Ebitda sofreu uma retração de 22,2% para 21,6%, sob reflexo de pressões nos custos operacionais.

O mercado externo seguiu como o principal sustentáculo dos negócios, respondendo por 62,5% da receita total do trimestre e evidenciando a relevância global da companhia.

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