Um jovem picado por uma serpente morreu durante a transferência entre o Hospital Municipal Hermenegildo Cardoso de Castro e o Hospital Geral de Guanambi (HGG), no sudoeste da Bahia. O caso gerou questionamentos sobre os protocolos de atendimento do município de Matina, uma vez que, segundo as informações divulgadas, não havia profissionais de saúde na ambulância para prestar assistência durante o trajeto.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Matina, a vítima deu entrada na unidade na madrugada de 17 de outubro, com suspeita de envenenamento animal peçonhento. A secretaria informou que o jovem foi atendido inicialmente pela equipe de plantão e, como apresentava quadro estável, foi transferido para o Hospital Geral de Guanambi, referência nesse tipo de ocorrência, por meio do fluxo de vaga zero.
Conforme divulgou o Achei Sudoeste, site parceiro do Acorda Cidade, a vereadora Luzia de Marilac Pereira de Castro denunciou o caso, apresentando relatos de que o hospital não possui estoque de soro antiofídico.
Ao abordar a ocorrência na Câmara, na segunda-feira (26), a parlamentar chamou atenção para três pontos: o intervalo entre o atendimento inicial e a transferência do jovem, a ausência de profissionais de saúde na ambulância e as dificuldades para formalizar o óbito, registrado fora de uma unidade hospitalar. Ela ressaltou que a discussão busca esclarecer o ocorrido e fiscalizar a assistência prestada pelo município, além de manifestar apoio aos familiares.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que está apurando as circunstâncias do atendimento e da transferência do paciente. Segundo o órgão, caso sejam constatadas irregularidades, serão adotadas as medidas necessárias. A pasta também afirmou que permanece disponível para esclarecer dúvidas dos familiares sobre o caso.
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