Um caminhão tanque com capacidade para 15 mil litros de gasolina tombou na manhã desta quinta-feira (29) no viaduto do Tomba, situado no entroncamento com a Avenida Fróes da Mota, em Feira de Santana. O acidente provocou o vazamento de combustível na pista e exigiu uma grande operação de segurança envolvendo equipes do Corpo de Bombeiros, da Superintendência Municipal de Trânsito (SMT), da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Polícia Militar.
Atendimento e riscos de explosão
O acionamento das autoridades ocorreu por volta das 10h, após chamados de populares. O subtenente Josafá, do Corpo de Bombeiros, relatou que os militares encontraram o veículo tombado na parte superior do viaduto. Para neutralizar o perigo iminente de incêndio e explosão devido ao derramamento, os bombeiros aplicaram líquido gerador de espuma (LGE) em toda a extensão afetada.
Testemunhas apontam que uma colisão entre veículos teria antecedido o tombamento, embora a dinâmica oficial ainda precise de confirmação pericial.
“De repente, houve um barulho muito forte. Quando eu olhei, vi que foi uma carreta que acabou colidindo com outro veículo e começou a derramar um pouco de gasolina. Foi na hora que, além da batida, o povo começou a tentar pegar a gasolina, mas a equipe do Corpo de Bombeiros chegou na hora e interveio. Foi um tombo muito forte. Eu olhei e pensei que tinha até arrancado um pedaço do viaduto. Logo depois, a Polícia Militar chegou e resolveu toda a situação”, relatou o vendedor de frutas Anderson Marques.
Impactos e danos materiais
Além do risco com o combustível, destroços da estrutura atingiram automóveis que circulavam nas proximidades. Vanúbia Lima contou que o carro do pai, que estava na rotatória inferior, foi atingido por pedaços do viaduto. O veículo sofreu avarias no teto, na lateral direita e teve o para-brisa estilhaçado, mas o condutor saiu ileso.
O trajeto da carga teve início em uma base próxima à Refinaria Landulpho Alves, situada em Candeias, na Região Metropolitana de Salvador. Conforme relatos de Pablo, amigo do proprietário, o motorista foi socorrido por terceiros e levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Hospital Geral Clériston Andrade. O estado de saúde dele não foi divulgado.
Procedimentos e liberação da pista
A seguradora foi acionada para viabilizar o transbordo da gasolina remanescente para outro veículo de carga. Na sequência, um guindaste seria utilizado para a remoção definitiva do caminhão acidentado.
As autoridades isolaram o perímetro e reforçaram o pedido para que a população mantenha distância. A previsão inicial das equipes técnicas indicava que a operação de segurança e limpeza duraria de três a quatro horas antes da desobstrução completa das vias afetadas.









