Carcaças de automóveis e veículos esquecidos em vias públicas de Feira de Santana seguem na mira de ações intensificadas de fiscalização. Além de comprometer a mobilidade e as vagas de estacionamento, as sucatas expostas ao tempo trazem riscos à segurança coletiva e configuram ameaça à saúde pública, servindo como criadouros de mosquitos vetores de dengue, zika e chikungunya, abrigo para animais peçonhentos e esconderijo para delitos.
Fiscalização permanente e apoio de caminhão Munck
Para coibir o problema, a Superintendência Municipal de Trânsito (SMT) mantém ativa a Operação Veículo Abandonado. O secretário e superintendente da pasta, Ricardo Cunha, pontuou que o trabalho é contínuo:
“A operação nunca parou e enquanto tiver algum veículo abandonado na cidade, ela não vai parar. Já houve um grande trabalho de educação, então a gente não vai mais tolerar nenhum tipo de veículo abandonado em via pública.”
Em ocorrências complexas, nas quais os automóveis estão sem pneus ou rodas e empresas de reboque enfrentam dificuldades para erguer a estrutura, a SMT passará a operar com um caminhão Munck, que possui guindaste acoplado. Ricardo Cunha detalhou como as equipes identificam o abandono irregular:
“O veículo abandonado é bem preponderante nas suas características, pneu baixo, mato crescendo nas adjacências do veículo, dentre outras características, como faltando peças, então isso dá para identificar que aquele veículo está ali há mais do que o tempo legal. Agora ninguém é dono da via, da vaga, todos têm que ter uma garagem. Se não tem, podem estacionar o veículo por um tempo necessário que dê para ter rotatividade desta vaga.”
Prazos de notificação e envio a pátios credenciados
Os veículos em estado de abandono são mapeados por rondas dos agentes ou por meio de queixas da comunidade. Ao constatar a irregularidade, a fiscalização emite um aviso formal no próprio automóvel. O superintendente detalhou o procedimento:
“Ao passar no local e perceber, a SMT já faz a selagem no veículo, ou seja, coloca um selo dando cinco dias ao proprietário para retirada e depois desse prazo o veículo é removido até o pátio.”
A medida tem surtido efeito prático antes da necessidade de guincho na maioria das ocorrências registradas, segundo Ricardo Cunha:
“70% dos veículos que receberam o selo são retirados dentro do prazo pelos proprietários, que os tiram da via pública e os colocam em um local seguro. E somente 30% é que são removidos. Então, o problema está sendo resolvido e se a pessoa insistir, com certeza, será feita a remoção.”
Custos de resgate e destinação a leilão público
Quando o proprietário ignora a notificação dentro da janela estipulada, o automóvel é rebocado para um dos dois pátios conveniados do município, onde permanece até uma eventual regularização. As despesas geradas pela remoção e guarda recaem sobre o dono:
“Nós temos dois pátios em Feira, esses veículos ficam lá e se regularizados podem ser reclamados pelos proprietários. Eles têm um prazo para fazer isso. O custo é efetivo, é o mesmo custo de um veículo normal, você tem o custo do deslocamento, do guincho, e tem mais o custo da diária do pátio.”
Por conta do valor acumulado de diárias e taxas frequentemente ultrapassar o preço venal do bem deteriorado, grande parte acaba leiloada:
“O veículo não reclamado, pois geralmente os proprietários, mesmo indo até o pátio, não conseguem fazer a retomada desse veículo, visto que os custos para se devolver esse veículo são maiores do que o valor efetivo do veículo. Então, quase que 100% desses veículos vão para a hasta pública.”
Conscientização e participação da população
O superintendente da SMT ressaltou a importância do senso coletivo para evitar o acúmulo de sucatas e problemas sanitários nos bairros:
“Já está na hora da pessoa que tem esse veículo abandonado via pública, dela tomar providência sem que seja necessário a SMT ir até o local. Não vejo como uma coisa normal, a gente divulgar tanto algo e ainda assim as pessoas deixarem esse veículo nas vias abertas à circulação. Mas a gente tem que entender que existe pessoas e pessoas. Às vezes, por









