A atividade turística marítima no Brasil entrou em uma nova fase com o pontapé inicial da temporada de cruzeiros 2026/2027, deflagrada na última sexta-feira (30). Estimativas divulgadas em conjunto pelo Ministério do Turismo e pela Associação Internacional de Linhas de Cruzeiros (CLIA) indicam uma circulação financeira superior a R$ 4,76 bilhões no país, além da criação de um volume de postos de trabalho que deve ultrapassar a marca de 72 mil ocupações registradas no período anterior.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, ressaltou o alcance amplo que essas viagens exercem sobre diversos segmentos econômicos: “A temporada de cruzeiros impacta a economia brasileira de ponta a ponta. Quando um navio chega a um destino, toda a cadeia de serviços é beneficiada, do transporte à hospedagem, da alimentação ao comércio local. Isso gera oportunidades para pequenos e grandes empreendedores, além de criar empregos e gerar renda para quem recebe os turistas”, afirma o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.
Distribuição da movimentação e impacto nos portos
De acordo com os levantamentos da CLIA Brasil, abrangendo tanto a cabotagem regular quanto as escalas de longo curso, o Porto de Santos (SP) desponta na liderança isolada das projeções. A cidade paulista tem a expectativa de receber 640 mil leitos, gerando uma injeção econômica calculada em mais de R$ 616 milhões. Na sequência aparece o Rio de Janeiro (RJ), com previsão de 316 mil leitos e R$ 304 milhões movimentados.
A região Sul também terá forte participação no fluxo de viajantes. Em Santa Catarina, o município de Balneário Camboriú projeta 198.071 leitos e cerca de R$ 190,6 milhões em impacto regional









