O ex-militar Sergei Kotelnikov, de 29 anos, que possui condenação à prisão perpétua na Rússia, deve ser extraditado após ser capturado pelas autoridades brasileiras em Salvador. O criminoso internacional estava morando em uma residência alugada no bairro de Águas Claras, onde se escondia havia poucos dias, utilizando um aplicativo de tradução no celular para se comunicar, já que fala pouco inglês.
Investigação e rota no Brasil
Conforme apurado pelas forças de segurança, o estrangeiro estava na capital baiana havia menos de um mês. Antes de chegar à Bahia, ele passou por São Paulo e pelo Rio de Janeiro. A captura ocorreu no último sábado (10) durante uma nova etapa da Operação Artemis, conduzida pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) Bahia, contando com o suporte da Polícia Militar e a colaboração da Interpol.
Suspeita de ligação com o crime organizado
A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) apontou que Kotelnikov pretendia comercializar armamentos e munições para facções criminosas brasileiras, além de articular uma rede logística para distribuição de armas, munições e drogas no território nacional. Até o momento, as autoridades não divulgaram quais seriam os grupos criminosos envolvidos nem o porte exato da estrutura que o russo planejava estabelecer.
Ação da inteligência e alerta da Interpol
O alvo figurava na lista da Difusão Vermelha da Interpol, ferramenta global para localizar e capturar foragidos internacionais. O secretário da Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, afirmou que as equipes intensificaram as ações após receberem um alerta sobre a possibilidade de o russo tentar se esconder no estado.
“Intensificamos as ações de inteligência, após a Interpol nos avisar sobre a possibilidade dele tentar se esconder na Bahia. Escolheu o local errado e acabou preso”, disse.
Histórico criminal e próximos passos
Na Rússia, Kotelnikov recebeu a pena de prisão perpétua após as autoridades locais apreenderem 600 kg de cocaína e um documento falso em sua posse. Logo após a captura em solo baiano, ele foi conduzido à superintendência da Polícia Federal (PF), situada em Salvador, onde permanece detido à espera dos trâmites legais para a extradição. Ainda não há uma data definida para o retorno do prisioneiro ao território russo.









