A soldado da Polícia Militar da Bahia Valdilene Nonato Santos França, apontada como suspeita de matar o comerciante Leonardo Gil Lima com um disparo na cabeça durante uma operação em Salvador, teve a liberdade concedida pela Justiça no dia 2 de outubro, conforme divulgado pela corporação.
Medidas cautelares impostas
Detida desde o dia 4 de agosto na Coordenação de Custódia Provisória, a policial agora cumpre restrições determinadas pela Justiça. Entre as exigências estão a suspensão do exercício da função pública pelo período de 180 dias e a proibição absoluta de contato com parentes e testemunhas da vítima.
A determinação judicial também proíbe que a agente retorne à Rua Lessa Ribeiro, situada no bairro de São Cristóvão, local onde o vendedor de lanches foi baleado apenas seis dias após inaugurar seu estabelecimento comercial.
Investigação policial e indiciamento
O caso permanece sob apuração da Polícia Civil por intermédio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa. De acordo com a instituição, o inquérito comandado pela 1ª Delegacia de Homicídios foi remetido ao Ministério Público da Bahia em 29 de setembro, com o indiciamento da investigada por homicídio. Em paralelo, a corporação militar realiza apuração interna para verificar eventuais responsabilidades disciplinares.
Confronto e versões divergentes
O falecimento de Leonardo ocorreu no dia 23 de julho. A prisão da soldado ocorreu após o exame das gravações obtidas pelas câmeras corporais dos agentes presentes na ação.
Enquanto a versão oficial da Polícia Militar apontava que equipes realizavam patrulhamento e foram atacadas por criminosos armados, gerando um revide onde o comerciante acabou atingido, moradores e familiares apresentaram relatos contrários. Testemunhas afirmaram que ele foi baleado na porta de residência ao retornar do trabalho, sem registro de tiroteio.
O episódio resultou em forte comoção popular, protestos na região e interrupção temporária do transporte público após a queima de um ônibus. Como resposta, a PM afastou os policiais envolvidos das ruas e disponibilizou os registros visuais para a Corregedoria e para a Polícia Civil.









