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Missa de sétimo dia do cantor Netinho será na Igreja do Bonfim

Missa de sétimo dia do cantor Netinho será aberta ao público na Igreja do Bonfim, em Salvador

Os admiradores, amigos e familiares de Netinho terão a oportunidade de prestar as últimas homenagens ao ícone do axé em uma celebração aberta ao público. A missa de sétimo dia em memória do artista está marcada para a próxima segunda-feira (19), pontualmente às 12h, na tradicional Igreja do Senhor do Bonfim, localizada em Salvador.

O comunicado oficial sobre o tributo religioso foi compartilhado nas redes sociais do músico na última sexta-feira (16). A publicação enfatizou o convite para todos que desejam orar e celebrar o legado deixado pelo artista:

“Será um momento de oração, de união e de agradecimento a Deus pelo privilégio de termos compartilhado a vida com alguém tão especial. Netinho, seu legado é eterno, sua alegria permanece viva e seu amor continuará entre nós”, diz um trecho da publicação.

Despedida intimista e histórico de saúde

Ao contrário da celebração na colina sagrada do Bonfim, as cerimônias de velório e cremação foram restritas a familiares e pessoas do círculo íntimo do cantor, atendendo a uma vontade expressa por ele antes de falecer.

Registrado como Ernesto de Souza Andrade Júnior, o cantor faleceu na terça-feira (13), aos 60 anos, em decorrência de complicações de saúde na capital baiana. O artista lutava contra um câncer no sistema linfático há mais de um ano, após receber a confirmação de um linfoma não Hodgkin do tipo B em 22 de março de 2025. O quadro teve início com dores intensas nas pernas que levaram à sua internação no Hospital Aliança Star, evoluindo recentemente para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.

Trajetória consagrada na música brasileira

Natural de Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, Netinho nasceu em 12 de julho de 1966 e mudou-se para Salvador ainda na infância, aos 10 anos. Seu contato com a música começou na juventude, após ganhar o primeiro violão aos 14 anos de sua mãe. Ele chegou a cursar Engenharia Civil na Universidade Católica do Salvador (Ucsal), dividindo a rotina acadêmica com apresentações de bossa nova e MPB em bares locais.

A projeção artística nacional começou em 1988, quando assumiu os vocais da Banda Beijo durante o Carnaval de Salvador e emplacou o sucesso “Beijo na Boca”. Outras canções de grande alcance seguiram no repertório, como “Barracos”, “Estrela Primeira” e “A Vida é Festa”.

Carreira solo e projeção global

Em 1993, iniciou sua trajetória em carreira solo e, três anos mais tarde, gravou “Milla”, faixa que transcendeu as fronteiras do país e se transformou em um verdadeiro hino da axé music, com apresentações internacionais em países como Chile e Itália.

Além da presença marcante nos palcos, o cantor atuou no mercado fonográfico comandando um polo de produção de áudio no Rio de Janeiro, atendendo a grandes nomes internacionais e nacionais, a exemplo de Laura Pausini, Lenny Kravitz, Gilberto Gil, Maria Bethânia e Milton Nascimento, além de gerenciar um selo dedicado a novos talentos baianos. No âmbito pessoal, foi casado com a jornalista Mariana Trindade entre 1997 e 2003, união da qual nasceu sua filha, Bruna Trindade.

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