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Crise hídrica deixa moradores sem água e com faturas altas em Feira de Santana

“Chega o recibo e não chega a água”: moradores de povoado de Feira de Santana denunciam falta de abastecimento

O povoado de Formiga, localizado no distrito de Maria Quitéria em Feira de Santana, enfrenta uma severa crise de abastecimento de água que já dura cerca de um mês. A situação é ainda mais crítica em outras regiões do mesmo distrito e em localidades vizinhas como Tiquaruçu, onde a ausência do serviço atinge marcas alarmantes de até meio ano.

Prejuízos e cobranças indevidas Segundo os relatos dos moradores, o problema do corte no fornecimento contrasta diretamente com a emissão contínua das faturas de cobrança. Contas mensais continuam chegando às residências com valores que variam de R$ 80 a R$ 900, mesmo com as torneiras totalmente secas.

O morador Jorge Goiás relatou a gravidade do problema na região e a falta de retorno dos órgãos competentes.

“Tem mais de mês com falta de água. Chega o recibo e não chega a água. E é aquela sofrência, e o pessoal sofrendo, os animais sofrendo, o pessoal se vira, mas os animais são os que mais sofrem. Aí fica aquela questão, a gente vai na prefeitura, denuncia e a Embasa nada. Já fui na Embasa, falei com a Embasa e nada, e o povo sofrendo. A comunidade aqui é grande, tem muita gente.”

Solidariedade em meio à seca Diante da ausência de soluções por parte da prefeitura e da concessionária responsável, a população tem recorrido a alternativas precárias para garantir a sobrevivência diária. A ajuda mútua entre vizinhos tornou-se indispensável.

“A gente pega água de um colega que tem um reservatório maior, pega de uma cisterna de um vizinho, e vai vivendo. Vive de favor. Tem mais de 30 dias com essa sofrência de falta de água. E não é só a Formiga não, é o distrito todo, Maria Quitéria, Tiquaruçu, tudo.”

Alguns moradores tentam amenizar a situação por conta própria. É o caso de Jairo Lima, que utiliza o próprio automóvel para transportar equipamentos e tentar suprir parte das necessidades da vizinhança.

“Eu estou pegando meu carro, colocando bombas de água e trazendo para a população, porque a população sofre.”

Impacto da estiagem e resposta da concessionária A situação é agravada pelas condições climáticas desfavoráveis, com uma seca severa que castiga a zona rural e destrói plantações locais.

“Uma seca aqui, está castigando bacana, muito mesmo. Está tudo seco. Quem plantou, não colheu nada.”

Enquanto quem possui cisternas precisa desembolsar até R$ 400 para contratar carros-pipa particulares, as explicações oficiais da empresa fornecedora não se traduzem em melhorias práticas para os consumidores.

“A gente liga para a Embasa, e a empresa informa que está fazendo manutenção na rede, que está tendo alguns reparos e que, depois disso, a água vai chegar. Mas, até agora, nunca chegou. Eles pedem o número do recibo, o número do protocolo, a gente manda, mas a água não chega, nem água, nem carro-pipa. Quem tem reservatório consegue água pagando pelo carro-pipa.”

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