Parentes e amigos da adolescente Gisele realizaram uma caminhada nesta terça-feira (27) em Feira de Santana para exigir justiça após a aluna perder a visão de um dos olhos em decorrência de uma violência física dentro de uma instituição de ensino da rede estadual.
Caminhada e discursos por segurança nas escolas A mobilização teve início durante a manhã em frente ao Colégio Estadual Hilda Carneiro, situado no Conjunto Feira V, no bairro Mangabeira, e seguiu pelas ruas da região. Durante o ato público, colegas e parentes entoaram palavras de ordem e fizeram pronunciamentos cobrando providências para evitar novos casos de violência dentro das instituições de ensino.
Uma das participantes destacou que o objetivo do ato não é promover julgamentos precipitados, mas chamar a atenção para a gravidade do caso.
“Até quando teremos jovens tendo suas vidas marcadas pela violência, até quando famílias precisarão conviver com consequências irreversíveis e lutar para que a justiça seja feita? O caso Gisele, uma menina de apenas 13 anos que perdeu sua visão do olho direito após ser agredida com pedaço de madeira, é o retrato de uma realidade que é mais comum do que a gente imagina”, disse a manifestante.
O apelo por proteção no ambiente de ensino também foi reforçado pelos colegas da vítima, que enfatizaram a necessidade de um local seguro para o aprendizado.
“A gente quer justiça por Gisele, não só porque ela é nossa amiga, mas porque aconteceu isso com ela e poderia acontecer com qualquer um de nós”.
Dor e apelo da família Crispina de Jesus Conceição, avó de Gisele, também participou do protesto e pediu justiça pela neta. Em um depoimento emocionado, ela falou sobre a dor da família diante das consequências da agressão.
“Nós estamos aqui para pedir justiça pela minha neta, uma jovem de 13 anos que hoje se encontra sem uma visão. É muita dor, é muito sofrimento. Eu quero justiça pela minha neta, pelo amor de meus filhos”, disse a senhora.
O histórico da agressão na instituição A estudante matriculada no Colégio Estadual Hilda Carneiro sofreu a lesão definitiva no olho após ser atingida por um bloco de madeira maciça lançado por um colega durante uma discussão ocorrida no dia 19 de outubro.
Dados repassados pela família apontam que a aluna frequentava o estabelecimento em regime de tempo integral e já era alvo de bullying praticado pelo mesmo estudante. O tio da jovem também teria alertado a administração escolar a respeito das situações de assédio psicológico sofridas por ela anteriormente.









