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Corpo de idosa é liberado após quatro meses em necrotério na Bahia

Após quatro meses em necrotério, família consegue liberação de corpo de idosa para enterro na Bahia

A família de Maria de Jesus, de 89 anos, conseguiu enfim a liberação do corpo da idosa para sepultamento, encerrando um impasse que durou quatro meses no Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santana, na Bahia. Ela havia falecido no dia 26 de junho na unidade de saúde, mas o cadáver permaneceu retido no necrotério devido a inconsistências na documentação que impediam a comprovação formal do parentesco.

O drama documental da família O obstáculo burocrático surgiu logo após o falecimento, quando os parentes tentaram retirar o corpo e foram barrados pela divergência de nomes.

A idosa residia no povoado Cajueiro, localizado na zona rural de Serrinha, também no interior baiano. O entrave ocorria porque o nome da mãe nos registros oficiais dos filhos constava como Maria Maximina Alves da Silva, ao passo que na identidade da idosa o registro trazia o nome Maria de Jesus.

Para tentar contornar a situação sem sucesso inicial, os parentes apresentaram papéis antigos, tais como certidões de casamento e registros paroquiais da igreja, na tentativa de atestar a identidade e o vínculo familiar. Diante da ausência de uma resolução administrativa, a Defensoria Pública precisou acionar a Justiça para requisitar a realização de testes genéticos.

Testes de DNA e mobilização popular Os filhos da idosa passaram por coletas para exames de DNA nos primeiros dias de setembro, no Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Feira de Santana. Os laudos periciais atestaram 99% de compatibilidadde na identificação de Maria de Jesus como mãe dos requerentes.

O caso mobilizou os moradores do povoado Cajueiro, onde a idosa era bastante conhecida e frequentava os cultos da igreja local. Amigos, vizinhos e familiares uniram-se em protestos e reuniões para exigir das autoridades uma solução humanitária para o caso.

Histórico médico e tramitação final Antes de falecer, Maria passou cerca de um mês internada no Hospital Municipal de Serrinha tratando complicações pulmonares e cardiorrespiratórias. Devido à piora no quadro clínico, ela acabou transferida para o Hospital Geral Clériston Andrade, onde permaneceu hospitalizada por cerca de 15 dias até o óbito em 26 de junho.

Na nota oficial divulgada em período anterior, a diretoria do HGCA ressaltou que seguia rigorosamente a legislação aplicável para a entrega de corpos e aguardava a papelada exigida por lei para comprovação de parentesco ou ordem judicial favorável.

Na última terça-feira (27), a administração hospitalar contatou os parentes para liberar a retirada. No dia seguinte (28), eles compareceram à instituição acompanhados por uma equipe funerária para finally realizar os trâmites do sepultamento.

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