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Policial militar é preso suspeito de matar vereador na Bahia

Policial militar é preso por suspeita de matar vereador e assessor a tiros em sítio na Bahia

Um policial militar de 28 anos foi preso nesta quarta-feira (28), em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, sob a suspeita de executar a tiros o vereador Gleiber da Mota Fernandes e o assessor parlamentar Diego Castro Reis. O duplo homicídio ocorreu em novembro de 2025, dentro de um sítio localizado na zona rural de Santo Amaro, no Recôncavo da Bahia.

Avanços nas investigações e mandados cumpridos Além da prisão do agente de segurança, a operação policial cumpriu o mandado de prisão temporária contra um homem de 27 anos na capital baiana, enquanto um terceiro suspeito segue foragido. Os levantamentos da polícia indicam que a execução foi motivada por recompensa financeira.

Detalhes da invasão ao sítio isolado No dia do crime, as vítimas estavam na propriedade rural — que possui acesso por estrada de terra e é desprovida de vizinhos próximos — quando o imóvel foi invadido pelos criminosos armados.

Material apreendido e histórico de crimes O policial militar detido também é investigado por outros homicídios na região de Santo Amaro, acumulando mais três mandados de prisão cumpridos por esses crimes. Durante a operação desta quarta-feira, que incluiu três mandados de busca e apreensão em Camaçari e Santo Amaro, as autoridades apreenderam uma pistola, munições, sete celulares, dois notebooks, um pendrive, um cartão de memória e um veículo, que passarão por perícia. Outro suspeito, identificado como Edmar Oliveira de Brito, de 41 anos e que atuava como assessor do vereador, já havia sido preso em dezembro de 2025 após cair em contradição durante depoimento.

Perfil das vítimas do crime no interior baiano O vereador Gleiber da Mota Fernandes, de 37 anos, estava no primeiro mandato e comandava o diretório municipal do Avante em Santo Amaro. Registros do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) apontam que ele foi preso em flagrante por receptação em 2019, em Feira de Santana, sendo liberado após o pagamento de fiança no valor de R$ 7 mil. Ele também respondia como réu em uma ação civil de reintegração de posse de uma fazenda situada em Canudos, no norte do estado, após herdeiros do imóvel o acusarem de invasão ocorrida em 2024, na sequência de tratativas frustradas para a compra da propriedade.

O assessor Diego Castro Reis, de 23 anos, auxiliava o parlamentar no âmbito político e também atuava como criador de conteúdo digital de humor, acumulando mais de 18 mil seguidores em suas redes sociais.

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