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Servidora pública de Ilhéus é exonerada após negar ajuda a eleitores de Lula

Servidora na Bahia é exonerada de função após pedir que petistas não recebam ajuda: 'Merecem a vida miserável que vivem'

Uma servidora pública municipal de Ilhéus, no sul da Bahia, perdeu sua função gratificada no setor de Atenção Básica à Saúde depois de sugerir na internet que apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fossem ignorados em atendimentos e favores.

Repercussão e nota oficial A manifestação ocorreu logo após o término das eleições presidenciais. Na ocasião, a funcionária Adriane Cobucci publicou o seguinte texto: “Não ajude petista na fila da regulação, em pedido de emprego e em nenhum tipo de favor. Eles merecem a vida miserável que vivem. Não dê nem água”.

Posicionamento da administração municipal Diante da repercussão negativa do caso, a gestão da cidade emitiu um comunicado oficial repudiando a atitude e confirmando a exoneração do cargo com gratificação que ela ocupava.

Igualdade no atendimento No comunicado divulgado à imprensa, a prefeitura destacou que o poder público tem a obrigação de prestar assistência a toda a população, proibindo qualquer tipo de preconceito fundamentado em partido político, crença ou preferências individuais. A administração reforçou que o direito aos serviços da cidade precisa seguir estritamente o princípio da igualdade, sem distinção de convicções.

Pedido de desculpas da funcionária Em um documento oficial divulgado no dia 27 de outubro de 2026, Adriane Cobucci admitiu o erro e justificou que sua atitude foi impulsionada pela frustração com o desfecho eleitoral.

“Reconheço que minhas palavras foram ofensivas e inadequadas. O perfil privado e a emoção do momento não diminuem minha responsabilidade”, declarou.

Compromisso com o SUS A profissional ainda declarou sentir orgulho de integrar os quadros do Sistema Único de Saúde (SUS) e sublinhou que qualquer cidadão merece receber assistência humanizada, respeitosa e igualitária.

Esclarecimento sobre a regulação Sobre o trecho em que mencionava o sistema de regulação médica, ela pontuou que o direito aos procedimentos de saúde jamais pode depender de preferências político-partidárias.

Por fim, a servidora reafirmou as desculpas públicas e assegurou seu empenho em manter o respeito, a ética e o zelo no atendimento aos moradores de Ilhéus.

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