Um jovem de 26 anos foi preso na terça-feira (27) no município de Pedra, situado no interior de Pernambuco, sob a acusação de estupro de vulnerável. De acordo com informações da Polícia Civil, o investigado é apontado como responsável por retirar duas irmãs, de 13 e 10 anos, de uma instituição de acolhimento em João Pessoa, na Paraíba, e transportá-las até Sobradinho, na região norte da Bahia.
Entenda o caso das irmãs retiradas do abrigo As autoridades policiais indicam que o crime teve início em abril deste ano, período em que as menores se encontravam em situação de rua e recebiam proteção do abrigo paraibano.
A apuração conduzida até o momento revela que o suspeito utilizou uma mentira para burlar a segurança da instituição. Ele teria se passado por primo das crianças para conseguir retirá-las do local, embora as circunstâncias exatas da saída das meninas ainda continuem sob investigação.
Gravidez e abandono na Bahia A investigação da Polícia Civil confirmou que a adolescente de 13 anos engravidou em decorrência dos abusos sofridos durante o período em que permaneceu sob o domínio do suspeito.
Depois que o bebê nasceu, com registro oficial feito na Paraíba, o homem levou a mãe adolescente, a criança recém-nascida e a irmã de 10 anos para a residência de uma irmã dele, em Sobradinho. Em seguida, ele se afastou do local e rompeu qualquer tipo de comunicação com a vítima.
Como a polícia chegou até o suspeito A investigação policial teve início após um alerta formal emitido pelo Conselho Tutelar de Sobradinho. A partir dessa denúncia, os agentes iniciaram as diligências necessárias para rastrear o paradeiro do investigado.
O trabalho de inteligência policial revelou que ele havia fugido para o estado de Pernambuco, estabelecendo residência na cidade de Pedra, onde acabou localizado e preso.
Operação policial e proteção às vítimas A captura foi executada por agentes da Delegacia Territorial de Sobradinho, unidade vinculada à 17ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), com o suporte operacional da Polícia Militar de Pernambuco.
Atualmente, o homem permanece recluso e à disposição do Poder Judiciário. Paralelamente, a adolescente, o recém-nascido e a irmã mais nova encontram-se protegidos e sob a tutela do Conselho Tutelar.









