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Faculdade em Salvador deve pagar R$ 13 mil a estudante negro perseguido por segurança

Vítima de racismo recebe R$ 13 mil de indenização após ser seguida por segurança de faculdade em Salvador

Um estudante de Psicologia que sofreu constrangimento e discriminação racial dentro de uma universidade particular em Salvador vai receber uma compensação financeira superior a R$ 13 mil. A condenação foi anunciada pela Defensoria Pública do Estado (DPE), que atuou no processo em defesa da vítima, cujo nome não foi revelado ao público. O episódio de preconceito ocorreu originalmente em 2016, período em que o rapaz frequentava regularmente as aulas no campus.

A abordagem discriminatória no ambiente acadêmico De acordo com os relatos formalizados no processo, o aluno seguiu todos os protocolos de segurança ao chegar à portaria, apresentou sua identificação e teve o acesso liberado, procedimento que repetia cotidianamente.

Apesar de já estar devidamente autorizado a circular pelo local, ele passou a ser vigiado de perto pelo supervisor de segurança da instituição privada. O funcionário o interceptou e exigiu repetidas vezes que o aluno provasse ser realmente matriculado naqueles cursos superiores.

O impacto da perseguição e a decisão da Justiça Mesmo após um colega de classe atestar a situação regular do estudante, a perseguição continuou. O agente de segurança chegou a invadir a sala de aula para solicitar à docente responsável a verificação da caderneta de frequência.

“As testemunhas confirmaram que só o estudante foi abordado dessa forma”, explicou a defensora pública Nayana Gonçalves, autora da ação.

O processo judicial se estendeu por uma década, enfrentando diversas instâncias e recursos até o desfecho definitivo. A sentença final apontou a existência de racismo estrutural e institucional decorrente da conduta do empregado da faculdade. A compensação financeira foi devidamente quitada pelo estabelecimento de ensino.

“Além da indenização por danos morais, a Corte firmou a tese de que a abordagem seletiva e discriminatória de estudante negro por segurança de instituição de ensino, depois de ele já ter se identificado, configura ato ilícito indenizável”, explicou a promotora.

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