Um ex-militar apontado como suspeito de participar de organizações criminosas foi morto após um confronto com agentes de segurança em Mata de São João, município situado na Região Metropolitana de Salvador, na última terça-feira (20). O caso ganhou nova repercussão nesta quarta-feira (21) após declarações oficiais sobre a atuação do indivíduo no mundo do crime.
Envolvimento com o crime organizado
De acordo com as investigações conduzidas pelas autoridades locais, o suspeito aproveitava a instrução militar recebida durante o período em que esteve fardado para prestar apoio logístico e tático a quadrilhas armadas da região. A confirmação foi repassada pelo Tenente Coronel Comandante Moisés Travessa.
"A informação é que havia envolvimento dele com facções criminosas, inclusive utilizando do conhecimento adquirido nas Forças Armadas para apoio a facções", contou o comandante.
Confronto e apreensão na zona rural
A operação que resultou na morte de Lázaro Santos da Conceição ocorreu quando equipes do Batalhão Rondesp RMS realizavam patrulhamento tático na localidade de Monte Líbano, zona rural do município. Os policiais foram recebidos a tiros por um grupo armado, o que iniciou a troca de tiros.
Após ser atingido pelos disparos, o indivíduo foi socorrido e encaminhado a um centro de saúde da região, onde sua identidade foi confirmada. Com ele, os policiais apreenderam um revólver calibre .38, munições variadas e 101 porções de entorpecentes, incluindo crack, cocaína e maconha. Há suspeitas de que o criminoso tenha se infiltrado nas Forças Armadas a mando de facções.
Histórico criminal e o assassinato de subtenente em 2022
O histórico policial do ex-militar inclui um crime de grande repercussão ocorrido em 28 de setembro de 2022. Naquela época, com 23 anos de idade, ele executou a tiros o subtenente Carlos André de Souza Paschoal, de 43 anos, no interior da Companhia de Comando da 6ª Região Militar do Exército, situada no bairro da Mouraria, na capital baiana.
Dados preliminares levantados na época do homicídio indicam que Lázaro ingressou na unidade militar solicitando atendimento antes de abrir fogo contra a vítima. Logo após o atentado, ele acabou sendo contido e preso em flagrante. Embora respondesse ao processo em liberdade, a investigação sobre o assassinato permaneceu sob a responsabilidade do Exército, sem que a motivação exata viesse a público.









