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Caso Sashira: réu é condenado a quase 8 anos de prisão

Acusado de participar da morte de estudante na Bahia é condenado a mais de 7 anos de prisão

O Tribunal do Júri reuniu-se no Fórum Felinto Bastos, em Feira de Santana, para julgar um dos acusados de envolvimento no assassinato da universitária Sashira Camilly Cunha Silva. Ao término da sessão, ocorrida na noite de quarta-feira (21), Marcos Vinícius Botelho Fernandes de Almeida recebeu uma sentença final de 7 anos, 10 meses e 25 dias de reclusão, com cumprimento inicial em regime semiaberto.

Cálculo da pena e detração penal

A dosimetria inicial determinada pela Justiça estabelecia 13 anos de reclusão, acrescidos de 10 dias-multa. Contudo, o magistrado aplicou o benefício da detração penal — mecanismo jurídico que abate da condenação o período em que o réu permaneceu detido provisoriamente —, resultando na diminuição do tempo restante de cumprimento da pena.

Dinâmica do assassinato e divisão de tarefas

O crime, registrado em setembro de 2021, chocou moradores do sudoeste baiano. A vítima tinha 19 anos e cursava Engenharia Civil na Faculdade Independente do Nordeste (Fainor), em Vitória da Conquista.

Conforme o inquérito conduzido pela Polícia Civil, a ação criminosa foi arquitetada pelo ex-namorado da jovem, Rafael de Souza Lima. O agressor ministrou o medicamento clonazepam na bebida da estudante antes de atacá-la com golpes de faca. Em seguida, Marcos Vinícius compareceu à cena para prestar auxílio: ele colaborou no transporte do automóvel da universitária e atuou no estrangulamento que culminou na morte da jovem. O cadáver acabou abandonado na cidade vizinha de Planalto.

Desfecho judicial dos demais envolvidos

Os responsáveis pelo feminicídio enfrentam a Justiça em processos e datas separadas:

  • Rafael de Souza Lima: apontado como mentor e executor principal, foi sentenciado a 22 anos e cinco meses de prisão em regime fechado após júri realizado em fevereiro de 2026.
  • Filipe dos Santos Gusmão: apontado pelas apurações policiais como elo entre os executores — responsável por acionar o transporte por aplicativo utilizado por Marcos Vinícius —, ainda não teve a data de seu julgamento definida pelo Judiciário.

A conclusão do processo contra Marcos Vinícius marca mais uma etapa na responsabilização penal dos implicados na tragédia que abalou o estado da Bahia.

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