O Hospital Aristides Maltez (HAM), situado em Salvador, programou para o dia 7 de novembro um mutirão voltado à identificação precoce do câncer de mama. A ação ocorre em colaboração com o Instituto Protea, marcando o encerramento das atividades da campanha Outubro Rosa com a disponibilização de 100 vagas destinadas a pacientes que necessitam de suporte médico especializado.
Como garantir uma vaga no mutirão Os exames e consultas ocorrerão no período matutino, das 7h às 12h. Para assegurar o atendimento, as interessadas devem realizar o agendamento prévio por meio do telefone (71) 3357-8531. No dia marcado, é obrigatória a apresentação de documento de identidade (RG), cartão do Sistema Único de Saúde (SUS) e um comprovante de residência atualizado.
Requisitos e critérios de elegibilidade A triagem estabelece parâmetros específicos para o atendimento das pacientes. Podem participar mulheres com laudo de biópsia confirmando a doença, exames de imagem classificados como BI-RADS 0, 4, 5 ou 6, ou que percebam sinais físicos como nódulos na região mamária, axilar ou cervical. Retração cutânea ou no mamilo, descargas papilares sanguinolentas ou aquosas, além de alterações na pele semelhantes a casca de laranja e vermelhidão, também integram a lista de critérios.
Importância do diagnóstico precoce Conforme explica a médica Ana Claudia Imbassahy, coordenadora do setor de mastologia da instituição, a mobilização foca primordialmente em pacientes que já possuem laudos inconclusivos ou manifestam sintomas visíveis.
“Nosso objetivo é reduzir a taxa de mortalidade do câncer de mama no Brasil. Esse mutirão é mais uma oportunidade de detecção precoce e tratamento ágil e de qualidade”, afirmou a médica.
Estrutura de atendimento e estatísticas da doença Durante a ação, o público feminino contará com suporte de uma equipe multidisciplinar. Dependendo da avaliação clínica, as pacientes poderão ser direcionadas para realização de mamografias, ultrassonografias e biópsias. A mastologista Sálvia Canguçu reforçou a relevância da medida diante dos prognósticos oficiais para a saúde pública.
Projeções do Instituto Nacional de Câncer (Inca) indicam que o país deve contabilizar 78.610 novos diagnósticos anuais da patologia entre 2026 e 2028. No território baiano, a expectativa aponta para 4.480 ocorrências em 2026, sendo cerca de 1.340 apenas na capital. Os índices de óbitos também preocupam: em 2024, o Brasil somou 20.849 mortes associadas à enfermidade, enquanto a Bahia registrou 1.349 falecimentos. Em Salvador, a incidência letal atingiu 26,7 óbitos por 100 mil mulheres em 2023, mantendo a condição como o principal fator de morte oncológica feminina no estado.









