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Ambientalista alerta para risco de incêndios em lagoas de Feira de Santana durante período de calor

Ambientalista alerta para risco de incêndios em lagoas de Feira de Santana durante período de calor
Foto: Juvenal Martins/Drone Acorda Cidade

As queimadas recentes em lagoas de Feira de Santana acendem um alerta para a necessidade de preservar esses ambientes e redobrar os cuidados com o uso do fogo. O ambientalista João Dias chamou a atenção para a facilidade com que a vegetação seca dessas áreas pode entrar em combustão, especialmente durante períodos de temperaturas elevadas.

João Dias | Foto: Ney Silva/Acorda Cidade

O alerta ocorre após um incêndio na vegetação da Lagoa Salgada, nas proximidades da Avenida Noide Cerqueira, provocar reclamações de moradores devido à fumaça e à preocupação com imóveis próximos. Na quarta-feira (14), o Corpo de Bombeiros informou que equipes estiveram no local, mas não conseguiram alcançar o foco das chamas por causa da dificuldade de acesso à área alagada.

Segundo João Dias, Feira de Santana possui 38 lagoas na zona urbana, o que dificulta o monitoramento de todas elas. Ele explicou que algumas lagoas são intermitentes, ou seja, passam por períodos sem água, favorecendo o ressecamento da vegetação.

“O monitoramento de 38 lagoas é muito difícil. Nós precisamos mesmo é que a sociedade nos avise, que a sociedade colabore, que as pessoas não usem fogo próximo às lagoas. Existem lagoas que são perenes, aquelas que têm água o tempo todo, e existem lagoas que são intermitentes. A Lagoa Salgada da Noide, que é a Lagoa Salgada 1, é intermitente. A Lagoa Salgada 2, que é da Matinha, é intermitente e algumas outras lagoas da cidade também. Por isso, algumas pessoas, voluntariamente ou involuntariamente, às vezes, colocam fogo.”

O ambientalista destacou que as macrófitas, plantas aquáticas presentes nesses ambientes, podem pegar fogo facilmente quando estão secas.

João Dias também relacionou o período de maior calor e seca ao aumento do risco de incêndios e pediu que a população evite usar fogo próximo às lagoas. Em caso de ocorrência, o ambientalista orienta acionar o telefone 156, os bombeiros ou a Defesa Civil para que as providências sejam tomadas o mais rápido possível.

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