A proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mobiliza instituições de ensino em todo o país. Em Feira de Santana, na Bahia, o Colégio Estadual Governador Luiz Viana Filho intensificou a rotina dos alunos com revisões especiais voltadas para as avaliações marcadas para os dias 8 e 15 de novembro.
Foco no primeiro dia de prova
Localizada no bairro Cidade Nova, a instituição direciona o projeto pedagógico para os matriculados no terceiro ano e também para os treineiros do segundo ano. A programação prioriza os conteúdos cobrados no primeiro dia de exames, abrangendo a redação, além de 90 perguntas divididas entre Linguagens e Códigos e Ciências Humanas.
O diretor-geral da instituição, professor Eduardo Brito, detalhou a dinâmica adotada nas salas de aula para otimizar o aprendizado.
“O professor tem a liberdade de principalmente apresentar as dicas para esse momento. Então, a professora de redação vai estar dando dicas de como aproveitar o máximo de tempo. Os outros professores vão estar resolvendo questões. Nós pegamos duas salas amplas e dividimos em dois espaços. Em um, de 8h às 9h30, uma aula, aí vem o intervalo, e vem a segunda aula de 10h10 às 11h40. São dois professores pela manhã. Enquanto um está na sala 1, o outro está na sala 2 e depois faz a mudança de sala.”
Estratégias para a Teoria de Resposta ao Item
Diferente das aulas regulares, os encontros intensivos funcionam como uma reciclagem objetiva. O planejamento pedagógico inclui orientações fundamentais sobre administração do tempo e técnicas de varredura textual logo na primeira leitura dos enunciados.
Essa abordagem inicial permite que o candidato classifique o nível de dificuldade do item. Segundo a gestão escolar, o domínio dessa técnica é crucial por causa dos critérios aplicados pela Teoria de Resposta ao Item (TRI).
“Nós temos questões de nível fácil, médio e alto. A questão de nível fácil é importante ser acertada, porque se você errar, a pontuação da média e da baixa cai. Por exemplo, digamos que a questão difícil vale oito pontos e a fácil vale dois pontos. Se você acertar a difícil, você vai ter os oito pontos dela. Mas, se você errar a fácil, a que valeria oito passa a valer seis ou quatro, porque vem aquela linguagem: se o aluno errou uma fácil, como é que vai acertar a grande? Ele chutou. Então a questão não tem a mesma pontuação.”
Matemática contextualizada e rotina dos alunos
Lecionando a disciplina de exatas, Eduardo Brito aponta que a cobrança nos exames nacionais mudou nos últimos anos. Os testes exigem capacidade analítica aplicada ao cotidiano, distanciando-se de fórmulas puramente decoradas.
A aluna Ingrid Gabriele Araújo, matriculada no segundo ano, mantém uma dedicação diária de três a quatro horas aos estudos desde o início do período letivo. Para ela, a iniciativa da escola faz a diferença na reta decisiva.
“Os aulões são maravilhosos, acho que ajuda muito, principalmente nessa reta final e eu acho muito necessário.”
Apesar da preparação constante, a estudante aponta a produção textual e a imprevisibilidade temática como os maiores obstáculos para o grande dia.
“Eu estou meio nervosa, mas eu acho que com tudo o que eu venho estudado desde o início do ano, eu acho que eu vou me sair bem. Eu espero ter a certeza mesmo que eu vou conseguir chegar lá e vou fazer uma boa redação.”
“Eu acredito que minha dificuldade seja com o tema, porque pode ter várias possibilidades, vários temas, e eu acho que isso é o que deixa mais os vestibulandos nervosos.”
Com o suporte pedagógico reforçado e foco na resolução prática, os estudantes buscam minimizar a ansiedade e consolidar os conhecimentos adquiridos ao longo do ano letivo.









